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sábado, 3 de setembro de 2011

Dia à Dia, Esquecer a Rotina, Dia à Dia

        Esta é uma temática que está demasiadamente presente, e com certeza cansada. Não há muito mais o que falar do sentimento "está passando". Porém ele continua presente e sem diminuir em intensidade.

        Descobri maneiras de combatê-lo:

        Agir de forma a esquecer a rotina, o que é a forma mais efetiva porém impraticável, é algo esparso que só pode acontecer de vez enquanto. Shows, pessoas, eventos interessantes não acontecem toda hora, mas quando acontecem fazem você esquecer o dia à dia, e isto dura por vários dias, mas depois passa e volta o sentimento.

        Agir de forma a aproveitar a passagem do tempo e não sentir que o tempo está passando, mas sim que está sendo usado. Talvez seja a maneira mais viável, porém no momento de agir a tendência é protelar ou não usar o tempo, apenas consumi-lo sem maiores consequências. Imediatismo. Ao menos se eu agisse desta forma ao sentir o tempo passando, teria prazer em contemplar o que fiz com ele. E como é inevitável o tempo não passar, talvez esta seja a maneira mais sensata.

        Ignorar, tentar ignorar, porque na verdade é difícil agir com indiferença à passagem do tempo, a contagem dos dias e tudo inerente a isso. Mas pode funcionar por certo tempo, funciona realmente. Se ocupar, distrair-se do tempo, é bom. O problema consiste caso isto mude, e de um momento para o outro você torne-se ciente ao tempo, e assim provavelmente lamentará não ter escolhido a opção anterior e agora é tarde demais, ou precisará de muito mais esforço para compensar.

        Fixar objetivos prazerosos, felizes e atrativos. Algo que sirva de combustível e faça com que você de certa forma deseje o tempo passar, se renda à rotina como forma de meio ao fim desejado, e não veja problema no dia à dia... tentando moldá-lo de forma a tornar o fim melhor ainda. O difícil é achar tais objetivos, é quase impossível auto-impô-lo, geralmente será algo vindo de fora para com você.

        Enfim, preciso tentar colocar em prática um destes meios.

domingo, 21 de agosto de 2011

Devaneio Doloroso

        No momento que começa você procura as soluções, o que posso fazer para contê-la, para cessar com a dor? Com o tempo, a dor sempre aumenta no começo, ela é nova e você não está acostumado. As esperanças estão acima do que deveriam estar, afinal é só o começo, é melhor pensar que logo passará.

        A dor pode estalar as vezes, lágrimas podem rolar sem perceberes. No começo as lágrimas rasgam ao escorrer, com o tempo se tornam tão comuns quanto os pingos da chuva. Distrair-se necessita de tamanho empenho que não deveria merecer a denominação de distração, você sempre se foca na dor, e para esquecer dela o máximo que pode-se fazer é colocá-la em segundo plano, ela não desaparece, mas não é mais o centro de tudo.

        As soluções começam a parecer improváveis, a dificuldade para acabar com isso começa a desanimar. Você começa a tentar conviver com a dor, se aproxima dela e oferece provas de amizade, é mais uma submissão do que um acordo. No final isso não facilita em nada, saber que há de conter a dor por um tempo indefinido não faz com que você possa conviver melhor com ela. Na verdade esta estadia indeterminada dela por sua mente, corpo e/ou alma irá apenas amplificá-la.

        Você pode tentar inutilmente conter a dor com o prazer, ou a tristeza com a felicidade. Mas a verdade é que não há como subtrair tais coisas, os opostos delas são de grandezas diferentes de forma que apenas acrescentam. Você ainda vai se sentir triste mesmo feliz, e ainda vai sentir a dor mesmo quando bem. Pode-se lamentar o momento e o futuro, buscar o passado ou tempos melhores. Mas a nostalgia é uma lâmina de dois gumes, pode lhe reviver a saudade e criar um curto circuito na passagem de tempo, viver fora do presente não é recomendável, mas torna-se quase instintivo.

        Ela parecerá então eterna, algo como um pré-requisito à sua vida, o seu cotidiano será então sempre perturbado por ela. Mas isso é apenas uma impressão acima de tudo, não que esteja isenta de verdade, é apenas uma sensação, um sentimento. E então se aproxima do momento, aonde esta dor pode passar, passar parcialmente.

        Se passar, seja como for, pela ação curativa do tempo ou um acontecimento que iniba totalmente a dor, a dor passou, é quase uma alegria. A ausência dessa tristeza faz com que o estado normal seja feliz, sem o fardo que tinhas agora tudo fica mais leve, mais perceptível e tolerável, aliviado. Enfim o normal não é ruim. Mas sempre deixará algo, mesmo que não esteja mais lá.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Reação a Arrogância x Humildade

       Um pequeno estudo-analítico bobo e inconsequente desta questão. Como pessoas reagem à Arrogância e a Humildade. Podemos separar em 2 grupos. Os influenciados e os reconhecedores*.

Influenciados

       São maioria e são a causa de tudo isso.

Arrogância: Os influenciados reagem à arrogância de forma peculiar, eles concordam. Se sentem contagiados pelos aplausos e aplaudem junto, preferem concordar com o arrogante do que ter uma opinião própria. Eles não sentem repulsa de ver alguém aplaudindo ou cuspindo elogios a si mesmo. Não que os arrogantes sempre estão errados, de fato alguns arrogantes são realistas, mas a maioria não. Porque eles sentem necessidade de se auto-afirmar, como se o que eles fizeram já não bastasse para tal, eles devem informar que o que eles fizeram foi bom. E os influenciados, se influenciam e concordam, principalmente quando de fato não há base nenhuma, é apenas hipocrisia fantasiada de superioridade.

Humildade: Se esquecem que isso é uma qualidade e as vezes veem apenas como uma falta de confiança ou então auto-depreciação, de fato as vezes é isso mesmo, mas mesmo assim, é digno. Aliás, apenas porque ninguém se elogia ou aplaude não quer dizer que não merecem, pelo contrário, só por tal qualidade já se deve. Porque eles transformam virtude em defeito e vice-versa, simplesmente se influenciam, não percebem. E assim eles inibem esse comportamento, mas ele nunca vai desaparecer, porque os verdadeiros humildes não precisam de auto-afirmação ou de combustível, são simplesmente assim, se todas as pessoas desaparecessem eles continuariam sendo humildes, enquanto os arrogantes precisam de mais, não basta os elogios deles para eles.

Reconhecedores

       Deveriam existir mais, deveriam mudar as coisas, são pessoas boas.

Arrogância: É um crime, hediondo aliás, perdoável, mas enquanto isso é desagradável. O difícil é perceber, mas é possível, com alguns é simplesmente evidente, e quanto mais evidente, pior. Arrogância é um defeito e isso reduz um pouco o apreço, por mais legal e bom que esta pessoa fosse, é um defeito, tolerável. Todo ser-humano é um pouco arrogante, egoísta, egocêntrico, o pacote sempre vem junto em mesma intensidade (se alguém é muito egoísta, provavelmente também é os outros dois, e vice-versa), o que torna tudo pior, ou melhor. Mas é assim, essência de muitos até. Não é realmente um problema, é apenas chato, podia ser melhor, não precisava ser assim. Mas fazer o que, as vezes faz parte.

Humildade: Bom, bem, do bem. Com prazer farão o trabalho de elogiar as boas músicas, filmes e textos cujo produtor, compositor, diretor, escritor deixou vago. E além, elas até ganham certo brilho, por não terem sido usadas indecentemente para promover o ego, ou algo assim. E mesmo que realmente a pessoa esteja certa, e não seja nada de mais, algo normal, talvez até ruim, ao menos ele teve a dignidade de dizer isso, não criar expectativas ou tentar influenciar a opinião, querer comer os elogios e escutar as palmas ecoando dentro do vazio, palmas e elogios falsos ou influenciados. Ás vezes, quando confrontam um humilde auto-depreciativo (nada que faz pode ser considerado bom, por melhor que seja) os reconhecedores tentam, muitas vezes inutilmente, convencê-los de que não, de que há algo de bom ali, é só questão de incentivar.



       Por fim, a humildade é deixada de lado pois não promove nada além do que a si mesma, é uma virtude cheia mas não abrangente, a arrogância se bem utilizada pode levar a influenciar muitas pessoas, confundir arrogância com confiança pode te fazer parecer até melhor, mas por fim você não é.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Pedantismo Agressivo

      Vou presumir que estavas totalmente em si, assim como eu. Não quero que vejas isso como ofensa nenhuma, mas apenas uma análise imparcial da situação que nos impomos, mais você do que eu, como sempre. Mas creio que como sempre alegarás que quem começa é o verdadeiro culpado, como se a reação desproporcional não fosse demérito nenhum e apenas uma consequência da minha infantilidade, pois então vamos aos fatos.

      Assumo minha parcela de culpa, apesar de que tal "culpa" nada deveria ter causado. Zoar é algo que você faz comigo diversas vezes, principalmente em frente a outras pessoas, se isto te irrita tanto então pare você de fazer isso primeiro. Além disso não tive intenção real, afinal você não se importa com as notas e etc, qual o problema de comentar zoando um FATO? Se eu estivesse mentindo, você que me corrija.

      Mas isso foi só o estopim, o conflito originou-se realmente quando você, com seu ar de superioridade tentou aleatoriamente atacar-me (?), falando como que ir bem (ou ao menos não ir mal) na escola era algo sem importância, e afinal o que eu sabia da vida. Repito aqui: Eu não sei nada. Então você com a arrogância no ápice simplesmente diz que tudo que eu sei da vida você ensinou. Meu caro, você me ensinou a pensar? Você chegou às conclusões para mim? Repito aqui novamente: Eu não quero desmerecer o que você fez por mim, nem ser hipócrita ao desdizer o que já disse antes, você mudou minha vida, suas ações mudaram as coisas, porém não venha achar que você fez tudo sozinho por mim, suas ações influenciaram mais indiretamente do que diretamente como você alegou.

      Então você novamente cospe o argumento falho: Você é uma criança! Otário, criança! E eu repito aqui DE NOVO: Sou mesmo, não há nada de errado nisso, aliás, o senhor Adulto que você é deveria ter aprendido que julgar as pessoas deliberadamente como fazes é algo quase criminoso, e medir a pessoa por suas ações e reações é apenas igualmente ofensivo. Não vou cometer o mesmo erro que você e te julgar. Mas digo que você deveria, ou não, repensar afinal o que ser Adulto significa, se é o que tanto almejas e quer tanto que os outros sejam. Estamos aqui para nos sentirmos bem, felizes, você talvez seja hedonista e pense que a felicidade é obtida pelo prazer, novamente, não vou julgá-lo por isso, mas não tente impor ou incompreender visões diferentes, mais infantis, simples e ingênuas, mas igualmente importantes e válidas.

      E então o pressuposto de que o trabalho trás a dignidade. Que ironia, estudar não era sem importância? Afinal, o estudo talvez seja o trabalho que você deveria ter feito e/ou estar fazendo. Veja bem, passar pizzas não trás muito mais do que os simples conhecimentos rotineiros da tarefa e dinheiro, simplesmente é um contato precoce com a relação produção = dinheiro, um contato que todos teremos um dia. E afinal, porque precisa ser desta forma como você propõe? Trabalhando numa loja, restaurante, pizzaria, escritório? Há outras formas. Não era você que dizia que o dinheiro é apenas papel verde? Porque gastas seu tempo e suor atrás dele? E ainda se vangloria disto, menosprezando os outros.

      Eu posso não ter trabalhado formalmente como você, e aliás, dou graças a Deus por não, afinal é uma experiência desnecessária e talvez até prejudicial se feita desta forma. Eu trabalhei de forma esparsa e informal, ganhei dinheiro dos meus pais, apesar de ser bem desnecessário afinal eles já me davam, porém eu já ajudei demais, em épocas de aperto eu trabalhava (ajudava) sem remuneração apenas para ajudar a manter a empresa funcionando, e você me diz que eu ganho tudo na mão. Mas sabe porque eles me davam dinheiro quando podiam? É, talvez você não saiba, mas era porque eu estudava, eu ia bem na escola, eu talvez não pegasse os livros e ficasse tardes estudando, mas aprendia e isso (na concepção deles) merecia remuneração, e eu realmente não vejo nada de errado, afinal nosso trabalho é estudar.

      Você talvez seja incapaz de entender, afinal há uma névoa de anarquismo e procrastinação impedindo, de que apesar dos estudos serem algo desnecessário e fútil a longo prazo, são cruciais a curto prazo para MEUS planos, que são completamente diferentes dos seus. E então você me diz que passar pizzas é mais importante que aprender Progressão Geométrica? Digo que os dois são inúteis a longo-prazo, mas talvez a curto sejam úteis, depende do que você almeja.

      Por fim só quero dizer que você tem andado irritadiço e agindo de forma estranha. Você mudou desde quando eu te conheci, ficou mais pessimista do que já era, mais rancoroso do que já era, agressivo, hipócrita e irônico. Eu sei que também mudei, pra pior em alguns casos. Mas afinal ainda gosto de ti apesar dos infortúnios que você me impõe, pelas birras que faz em alternativa da paz e sossego, por que talvez para você, viver em constante estado de harmonia seja demais surreal, porque tudo deveria estar mal, e mesmo quando não, sempre encontrarás formas de torná-lo ou vê-lo assim.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Tudo Bem?

      Como isso pôde se tornar o termo para perguntar como a pessoa está? Se interpretado literalmente, você vê que ninguém poderia responder Sim a tal pergunta, afinal nunca TUDO está bem. Quando a maior parte das coisas ou as mais importante estiverem bem você pode dizer que está bem, mas não tudo bem... Oras, como esse pensamento é tão idiota e sem sentido.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O Falso-Sábio Solitário, Perdido e Triste

       Parte-vida de estudos, reflexões e aulas. Não que fosse o principal em sua vida, só porque apreciava o conhecimento, a êxtase que vinha de entender. Como numa missão institua a si mesmo o objetivo de saber, pois por algum motivo que ainda não conseguia explicar, preferia o amargo sabor da verdade à doce ignorância. Levava a vida, ainda jovem, em um perfeito equilíbrio entre estudos e vivência, de forma que além de aprender (Com Livros, Pessoas, Mestres, Internet) podia curtir as banalidades sociais e prazeres ingênuos. Ó mas era um problema, sério aliás, ele não conseguia curtir, por mais que tentasse, sua mente sempre estava em outro lugar, um lugar maior, com perspectivas distantes e visualizações menos parciais.

       Talvez por isso algumas pessoas repudiassem sua presença, sua forma de falar e o conteúdo de sua fala, como se sempre precisasse de uma analogia ou alegoria para a situação atual, ou simplesmente informando que aquilo era demais simples para ser apreciado, como se a complexidade significasse algo especial, como se uma frase não pudesse conter um texto.

       Enquanto isso outras pessoas o adoravam, consideravam-no um mestre, como se suas linhas de pensamentos sem destino ou as ideias soltas que ele produzia significassem algo de importante, algo de útil para a vida, como se uma análise transformasse o objeto em análise. Ao contrário de sua época, aonde quem quer que soubesse falar palavras raras e tivesse lido alguns livros se achava extremamente categórico e importante, ele era humilde, ou tentava ser. De certa forma falsa, pois em seu interior sentia ser um pouco especial e acima dos outros, sentia que faria algo de importante, que precisava fazer algo de importante. Mas continuava desprezando qualquer elogio, sempre diminuindo-o a algo próximo de um insulto. No lugar de mestre colocava-se como discípulo tolo, ou no lugar de Pensador colocava-se no lugar de um Débil agonizante.

       Estilo peculiar, como uma fusão de diversos. Ele não fazia ideia do que achavam dele, não fazia a mínima, não nascera bonito ou feio o bastante para causar impressões que se externalizassem em sorrisos, gestos e olhares, e a hipocrisia e falsidade em nome da boa educação e cordialidade social tiravam toda crença que podia ter nas palavras que as pessoas lhe dirigiam. Na verdade ele esperava simplesmente que as pessoas contassem a si qual era a opinião delas, como se isso fosse algo normal, mas sabe-se que as opiniões verdadeiras são as últimas a serem compartilhadas, sinceridade é menos comum do que a verdade¹.

       E assim vivia, dentro de seu mundo interno, achando que seu mundo era mais expandido do que os outros, mais diverso e vívido que o real e que sobrepunha o real, que sua interpretação do mundo era a melhor que podia ter para si. Se auto-impunha regras, uma disciplina longínqua e pouco utilizada, atrás de objetivos grandiosos e distantes que talvez nunca alcançasse, mas não conseguia descansar se não estivesse cada vez mais próximo deles.

       Até que eventos, pessoas e reflexões o fizeram concluir tudo de novo. Como pudera ser tão arrogante a ponto de pontuar sua vida, de concluí-la? Como pudera mesclar sua interpretação com a realidade, tornando as duas a mesma? E por fim, como pudera viver pensando que seus objetivos eram melhores do que os objetivos dos outros, ou que seus objetivos eram mais dignos e honrosos?

       Porque algumas pessoas simplesmente tem de pensar demais até chegar a conclusão de que o certo é não pensar em nada afinal, que a ignorância é uma benção a qual vemos como maldição a primeira vista, e o conhecimento como remédio que parece ser não passa de um veneno que deve ser utilizado em poucas quantidades? Ou porque a caverna¹ não pode se tornar aconchegante apesar de só vermos sombras? Porque não pensaram que talvez fora da caverna seja frio e sombrio?

       Começou a fazer apologia a ignorância e cultuar a simplicidade, mas era tarde demais, ele nunca soube muito para se considerar sábio, apesar de ter recebido elogios que lhe davam ar de sábio, inteligente e conhecedor, mas o pouco que sabia não permitia que se desvincilhasse totalmente, e isso o perturbava, porque por mais que queria viver uma vida feliz e simples ele era quase incapaz. Quase, pois na verdade era falta de prática. Ou talvez estivesse praticando errado, estivesse tentando tomar a fórmula dos outros para si mesmo, sem considerar que seus fatores eram diferentes e precisava de uma formula única, como todos precisam.

       Aquela sensação de diferença e especialidade se extinguiu dentro de si, a compulsão por saber tornou-se optativa. O pessimismo ou otimismo consequentes da análise que fazia, também sumiram. A auto-depreciação que utilizava como alternativa à humildade se tornou algo mais próximo da mesma, a arrogância que cultivava mentalmente em relação as pessoas tornou-se imparcialidade de julgamento e substituiu o termo pior e melhor por diferente e diferente.

       Viu que além do ser, estão as ações e palavras do ser, e que delas extrai-se talvez o que aquele ser realmente é, não são conceitos separados, mas sim conceitos que se completam num silogismo jocoso e talvez errado. E que a perfeição é algo imperfeito por natureza, já que não existe, e se pudesse escolher não gostaria de presenciar a perfeição de forma alguma, pois o mundo é constituído de imperfeições e ele aprendeu a gostar delas tanto quanto gostava da perfeição. A imprevisibilidade possibilita a surpresa e a surpresa destrói a inércia e a inércia é o que torna a vida chata.

       E afinal porque precisa-se analisar algo que não tem o que se analisar, que não há o que fazer sobre isso, é algo que acontece do mesmo jeito que chove, e como as nuvens passa, e no caso individual é apenas uma vez, não há motivo para saber como será a próxima pois não haverá próxima, e não é só por isso que devemos temer ou sermos pessimistas, pelo contrário, há mil motivos para não. E mesmo que intrincado no ser estejam tais características e manias, não devemos nos render a quem nós somos se este "ser" no prejudica, nós devemos, tentar ao menos, ser aquilo que queremos e gostamos de ser.

       Então o Pseudo-Sábio Solitário, Perdido, Triste, Humildemente Arrogante e Egoisticamente Altruísta tornou- se algo... Diferente, nem pior ou melhor, apenas diferente. E para não cometer o mesmo erro, não colocará um ponto final ainda, só quando não der mais para escrever ou pensar

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¹Diferenciando as verdades cruas (fato) das verdades sinceras (opinião)
²Alegoria da caverna de Platão

terça-feira, 14 de junho de 2011

Prelúdio da Saudade

     Às vezes, raramente, no meio ou perto de um momento especial (feliz, divertido, legal, importante, etc) eu sinto como se já tivesse saudade daquilo, como se aquilo já tivesse acabado e eu estou ali sentindo saudade daquilo que está acontecendo. É ruim, porque as vezes ele é tão forte que a impotência toma conta e na verdade você deixa de aproveitar o momento, você deixa de fazer dele algo tão bom quanto deveria, exatamente porque você sente que se for tão bom como deve, você se sentirá mal depois. Ou você simplesmente queria ficar mais nele, que ele durasse mais, talvez até para sempre.

     Realmente se eu faço coisas que causarão saudades, então penso que estou fazendo a coisa certa. E as outras pessoas, vontade de que elas não partam, que elas fiquem para sempre, as pequenas brincadeiras, os pequenos "memes", sorrisos e risos, lembranças, a voz, e coisas assim. Vale a pena aproveitar tudo isso se um dia se vão (De diversas maneiras, mas no meu caso ainda é mais o abandono mesmo) porém nunca deixando o coração? Acho que sim, espero que sim... enquanto duram parece que sim.

     Me lembro de um dia estar num parque de diversões e ter esse prelúdio da saudade, mas eu consegui contê-lo e aproveitei muito, e realmente agora tenho saudade, mas valeu a pena. E este final de semana agora, tem tudo para deixar muitas saudades, tantas que já começo a sentir agora.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Espontaneidade, Birras e Namoros

       Impressiona-me como o Dia dos Namorados é levado a sério, mesmo em tom de brincadeira, ele sempre é lembrado e influente. Não é só uma questão de que no final isso é um tormento para pessoas, que como eu, não tem namorada ou namorado. É também uma questão que demonstra em seu grau máximo a falta de espontaneidade das pessoas comuns, e a mania por datas! Essa mania por datas que impregna a nossa sociedade e cultura, é data para tudo, por que simplesmente não podemos ser mais espontâneos? "Ah mas é pra lembrar!" Claro que não, se você se esquece é porque não era pra lembrar, o certo era deixar a cargo das pessoas, o dia dos namorados, das mães, dos pais, dos amigos, das mulheres e etc... Quem puder lembrar e quiser lembrar comemorará do jeito que quiser no dia que quiser, sem ter que seguir estereótipos ou se aborrecer com algo que não quer ou pode fazer.

       Digam-me se os órfãos ficam felizes nos dias dos pais, ou se os "solteiros sozinhos" ficam felizes no dia dos namorados, pelo contrário, digo que ficam tristes. Como disse, as pessoas que comemorem, presenteiem e agradem quem, quando e se quiserem. Porque devemos forçar essa hipocrisia? Além dos óbvios fatores comerciais que apenas me irritam mais ainda, sempre devemos lembrar que a verdade é que quase ninguém faz algo realmente especial para outra pessoa fora do dia desta pessoa (Mãe, Pai, Amigo, Namorados, Crianças, Mulheres).

       Além disso como vocês (que comemoram estas datas idiotas, forçadas e comerciais) se sentem ao serem tão normais, tão comuns e tão iguais? Fazer a mesma coisa, mesmo que de formas criativas, no mesmo dia que TODOS os outros, não é meio... chato? E além disso, o fator surpresa não é legal? Agradar alguém quando menos se espera. Fazer um dia das mães no dia 17 de Junho, ou dia dos namorados em 9 de Abril.

       Eles até fazem eu me sentir mal, pois se viesse a ter uma namorada (podem rir) eu provavelmente seria forçado a participar disso, mas eu não quero! Será que faz parte desta incrível experiência (na verdade eu nem sei se é incrível, só parece) participar disso??? Acho que não.

       Por isso se eu tiver uma namorada um dia, vou ser diferente e não vou comemorar o dia dos namorados, na verdade comemorarei vários dias dos namorados e nenhum deles será em 12 de Junho, e se alguém reclamar, incluindo ela... é só ler este texto.


Feliz dos Namorados à quem tem um namorado (a)
 e gosta de participar deste movimento imbecil, comercial, idiota, hipócrita e forçado. 
Desejo de coração <3

sexta-feira, 3 de junho de 2011

O Episódio

Eu não sei se estou mentalmente capacitado para isso. Fui severamente afetado, e estou exausto.

Botei fé, e foi mesmo mais ainda... Foi o melhor episódio que eu já vi, de todas as séries que conheço ou ouvi falar, nenhum com certeza consegue superá-lo. A profundidade objetiva como ele trata essa questão, esse pequeno universo de regras e acontecimentos ao qual ficamos submetidos por um tempo, depois provavelmente vamos nos libertar, mesmo que sintamos que nossa sentença é perpétua.

Vi ele com muito sono, muito mesmo... não preciso dizer que ir dormir todo dia a meia noite, acordar as 6:30, não tomar café e ficar acordado até a 1h, só me fazem ficar entorpecido pelo sono... É como uma droga realmente, pois prejudica a minha saúde... enfim não é sobre isso, mas isso influenciou acho eu... do jeito que estou/estava, vi o episódio totalmente imerso na trama, totalmente dentro daquilo, eu me senti naquilo, acho q não conseguiria fazer isso com tanta intensidade se não estivesse sobre efeito do "sono agudo".

Funcionou, estou louco, enlouqueci por um tempo, revendo questões e valores, assim de maneira tão banal, me sinto perdido como não me sentia a um bom tempo, não que isso seja ruim, é só meio diferente, até é bom, se perder sempre para achar o caminho, as vezes você pode estar indo para o lugar errado e nem se tocar até que você esteja totalmente perdido.

Só sei que olha, que coisa potente. Chorei gravemente em duas partes, no discurso da Abby sobre a situação, falando que eram apenas Crianças e etc... e no final na conversa entre o pai e Edward, com certeza foram as cenas mais emocionantes e tocantes, mas também teve todas as outras que foram muito boas. Deveria rever algumas cenas em que as lágrimas bloquearam minha visão.

Fiquei estático por cerca de 2 minutos (acho eu, pode ter sido mais) quando o episódio acabou, só pensando e recapitulando, então vi meu rosto no reflexo do monitor, fiquei olhando pra ele por muito tempo, pensando em muitas coisas, e fazendo as analogias entre o episódio e a minha realidade, ou simplesmente interpretando de forma a encaixar nela. Depois me liguei e sei lá, vim escrever o texto, mas enquanto escrevo ainda penso demais, não sei como me acalmar, desejo escutar música mas sinto que qualquer que seja ela só vai me encomodar, já sei, Edward Sharpe, com certeza! Simon & Garfunkel. Sinto como se a unica coisa que pudesse fazer era assistir aquele episódio de novo e de novo até me esgotar...

Você é demais.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

De fazer o bem, compreender...

        Você já me perguntou, já se perguntou... Por que você faz o bem? Por que as pessoas fazem o bem? Fazer o bem é chato, é difícil e ruim. Não sei o que está acontecendo, mas talvez você esteja encontrando tal resposta, ou então isto sirva para algo.

        Fico extremamente feliz com esta mudança progressiva, continue... Não é nada pessoal, é uma questão existencial, pessoas boas são legais, mesmo que ninguém reconheça, são, e ninguém pode dizer o contrário, pois estará mentindo. Uma pitada de auto-confiança e então faça o que seu coração mandar. Nenhum coração é arrogante, agressivo ou incompreensivo, ele é o contrário de tudo isso, o problema é quando o homem deixa que outras partes do seu corpo prevaleçam sobre o coração. De fato este é o grande problema da humanidade... A humanidade tem a ferramenta, o guia mais perfeito do universo, o coração. Seja como for, ele sendo uma parte do cérebro ou sei lá, chamemos de coração, a casa da alma, aonde a moral, ética e sentimentos resplandecem e crescem.

        No coração, que nunca será maduro o bastante para não acertar sempre, podemos encontrar tudo que precisamos para sermos felizes, para termos algo de digno nesta vida. Você sempre saberá o que é certo, não adianta se passar por ignorante, as pessoas fazem errado e sabem disso, elas sabem que são maus quando o são, ninguém é ingênuo a ponto de fazer o mau pensando que está fazendo o bem, a salvo alguns casos muito específicos. Portanto o que lhe faz diferenciar do comportamento do bem? É o conforto, a resistência que os benefícios de deixar de fazer o bem ou fazer o mal lhe trazem, simples assim, as pessoas vêm as coisas de como muito simplista, mas ver algo de modo simplista não o torna mais simples, e simplificar não é ser simplista, assim como ser simplista não é simplificar. Como num jogo de pontos, prazeres contra desavenças e desprazeres, sempre tente manter o placar a favor dos prazeres, nos dizem... Não é tão simples assim. Mas também não é muito mais complexo, é só uma visão errada mesmo.

        E de fazer o bem você encontra a paz, você não precisa ser premiado com um lugar no céu para fazê-lo, saiba que é o certo, que é por isso que deve-se fazê-lo. E a paz lhe inunda, como sentimento, como percepção e tudo fica azul, ou não, mas você fez o certo, isso importa. O certo é relativo demais para dizer de modo tão fixo, VOCÊ FEZ O CERTO. Mas com toda certeza você pode dizer que fez o certo quando se sentia, achava e pensava (nesta ordem) que aquilo era o certo. Se alguém lhe agradecer ou lhe engrandecer pelos seus atos bondosos, sinta-se bem, mas não torne isso como a razão para fazê-lo, você apenas estará ajustando seu placar para Elogios x Críticas, e placares não funcionam como dito antes.

        Se todos dizem que você não faz o "bom", que você é um idiota, um otário por ser diferente, diferente por fazer o certo, querendo ou não, quase ninguém o faz. Mas sempre lembre-se, isso não isenta ninguém de o fazer, e sempre estará lá... seu coração e sua consciência, lhe cobrando pelos seus atos ou então pior ainda, não cobrando pois foi reprimida, toda essa vida sem escutá-los, cansaram de falar e agora apenas magoados esperam pelo fim, que para eles já chegou. Não deixe que seu coração e sua consciência morram, eles só morrem com você, talvez esteja ferida por tudo que aprendeu, escutou e sabe, mas ela ainda está lá, cure-a e seja feliz.

        Aonde quero chegar com esse blah-blah-blah que chega a ser tão chato quanto fazer o bem?... Chega a ser quase religioso, hipócrita e idiota. Eu só quero dizer que você não precisa ser altruísta, ninguém precisa... um mundo só de altruístas seria um mundo pior do que um só de egoístas (como o nosso)... Seja neutro, faça o certo, fazer o certo é independente do seu ego, portanto seja você centrado no seu ego ou então totalmente alheio a ele (altruísta), o certo não se modifica, continua lá e ele as vezes até condiz com seus desejos egoístas assim como os altruístas, ou as vezes, com nenhum dos dois.

        E aqui talvez se encontre o problema para você... Ser mau, ser durão é style, é rocker, é interessante... Mas você não precisa nada disso na verdade, e tenha ciencia que talvez se arrependa, ou não, mas seu coração e sua consciência vai estar bem ciente do que você fez e eles não lhe darão nada, ficará frio, calculista e morto, desalmado.

        FAÇA O MÍNIMO! É um bom começo, ou final. Da maneira, você não precisa ser um grande doador, ou alguém focado na felicidade e bem-estar dos outros, isso é errado... Apenas seja compreensivo, não faça mal as pessoas apenas buscando benefício próprio, não faça mal a si mesmo apenas buscando benefício alheio, busque o equilíbrio, não faça mal a NINGUÉM, ajude quando puder e quiser, receba ajuda se lhe oferecerem e lhe for conveniente ou então não faça nada afinal. Mas entenda, e só de entender, você sentirá um alívio e talvez os impulsos arrogantes, egoístas e incompreensivos que nos compõe se calem, e o coração fale, comande e emane.

Parabéns, Congratulations!?!

É... três dias ainda. Mas já antecipo essa frase idiota. Imagine, ser reconhecido e receber parabéns como se tivesse conquistado algo. Eu não conquistei nada, por incrível que pareça, recebi tudo que tenho. A vida, eu nunca lutei por ela, ao menos conscientemente. Apenas acabou aconteceu, acabei vivendo... Agradeço sim, quero dar parabéns a quem fez isso... não sei para quem... para o acaso? Para meus pais? Para "Deus"? Sei la...

Só sei que aqui estou... não vou mentir e passar por um pseudo-blasé, estou feliz sim... talvez não completamente, ou tanto quanto antes, mas não estou triste, nem neutro mais, estou feliz sim, um pouco, mas já é bom. Ganhei um tempinho já, e ótimo, não adianta ganhar e não aproveitar, estou aproveitando, acredito que da melhor maneira possível, não há como fazer melhor, parabéns para mim nesse quesito, quesito que só afeta a mim mesmo, de mim para eu.

Estranho, todo ano, como que girar em volta do sol fizesse diferença. Não faz, todos sabem que não... só o Estado, só para os governos, que um dia conta, por causa dessa enorme burocracia. Ok, aceito isso, mas não faz diferença, nunca fez. Antes, quando eu me importava, era diferente, era como se algo mudasse, mas só mudava exatamente pois eu "achava" que mudava, todos me diziam que mudava, continuam dizendo, não acredito mais, não por ser uma mentira, mas porque não consigo realmente acreditar, mesmo que eu queira.

Por isso metam esses parabéns, esses congratulations no meio do seu guarda-roupa. Só MGMT pode me dar congratulations, só eu posso me dar parabéns e a nem mereço nada disso, faço isso por que é interessante, tchau.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Se me permite...

       Sei como é, já passei por isso, de uma maneira mais leve, mas parecido... Foi puro desespero, principalmente por minha parte, mas havia também da outra parte, e desse desespero começou a amizade. 2 Anos e tudo ok, muita diversão e era legal realmente! Espartanos, vilas, treinamento, luta, blah blah blah, só besteira, mas era legal. Porém era estranho de qualquer maneira, não éramos realmente amigos, éramos "melhores amigos" mas não éramos sequer amigos na verdade. Tanto que quando ele realmente encontrou amigos, fiquei meio que de lado, apenas os laços do passado eram o que realmente nos ligava ainda, se eu conhecesse ele naquele momento nem iríamos trocar palavras, mas mesmo assim eu continuava indo na casa dele, conversando, trocando problemas e soluções.

       Enfim tudo se acaba após 4 anos de amizade intensa mas vazia. Praticamente nenhum contato, como se nem nos conhecêssemos, o que eu senti foi um alívio, tristeza e alívio no começo... enfim passou, eu estava sozinho, completamente. Mas sabe, foi bom. Foi bom, para mim saber e finalmente ser quem eu sou, eu não podia ser quem eu era totalmente, pois se eu o fosse, não teria como, afinal não combinávamos. Então finalmente conheci um amigo, o meu primeiro amigo de verdade. E a sensação de alívio finalmente prevaleceu sobre a tristeza que se converteu em felicidade. Mas olha, o período de poucos meses em que me encontrei sozinho, foram extremamente importantes, se pudesse ficaria mais um pouco. A solidão é muito benéfica em doses certas, mas nunca queremos ficar sós, por isso mesmo a evitamos, porém quando não há como, aproveite.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Privacidade estimula a Socialização

       É algo que não gosto nessa época atual! Todos podem saber sobre todos facilmente, alguns botões, troca de mensagens e etc, é muito fácil "descobrir" pessoas, e "saber" quem elas são. As vezes até fazem algoritmos de "compatibilidade" só pra dizer, ESSA AÍ, TUDO A VER CONTIGO (Y)... // ?? COMO ASSIM SR. REDE SOCIAL??? COMO VOCÊ FAZ ISSO?

       Pois é, ninguém faz essas perguntas, até porque se sabe a resposta, e é mais cômodo simplesmente tomar tais conceitos como verdade, e se expor demais, se expor de menos. Mas no final você se expõe, alguém pode saber o seu gosto musical sem nunca ter perguntado, aliás porque se essas pessoas querem tanto saber sobre outras pessoas POR QUE ELAS NÃO PERGUNTAM??? TIPO: Ei, o que você curte? Filme, Música, Arte?? // E NÃO DIGO PRA FAZER ISSO ATRAVÉS DE OUTRA REDE SOCIAL (VULGO FORMSPRING)!

       Sério, qual o problema de vocês, qual o problema de conversarem tipo 1x1 e não 1xquemquiserler ou 1xPessoalAdd. Porque assim vocês não estão se "socializando", essas redes sociais só representam a substituição da socialização por este comportamento frio e calculista, literalmente. É tão bom conversar individualmente, mesmo que por MSN/Skype, mas individualmente. E encontros tipo vida real, esses sim são legais, bem mais legais que conferências, ou tipo vamos tc esta noite?

       As fotos, quero ver fotos suas, as fotos. Aff, pra que fotos, fotos pra tudo. FOTOS SÃO LEGAIS! Mas o que vocês fazem é banalizá-las e entregar pra quem quiser ver, e no final você colocou elas na internet, não sai mais... um pouco de exposição exagerada né... Compartilhar fotos em álbuns virtuais abertos, semi-abertos (Porque esses chamados "fechados" nem são tão fechados assim...), eu prefiro mandar fotos, ou compartilhar várias, e não é questão só de gosto, é que querendo ou não é mais seguro, é mais realista, é mais legal, eu mando as fotos que eu quiser ou a pessoa pedir, mas tem que ser uma pessoa e não um contato add, eu sei que por trás dele existem pessoas mas não é a mesma coisa.

       Por mim os relacionamentos e a socialização voltavam para os anos 70, não que a internet precise desaparecer... PELO CONTRÁRIO! BE THERE! É a melhor coisa da nossa época, mas nela tem essa parada, que é uma das piores coisas da nossa época, e vem crescendo e piorando.

       As pessoas mais legais que eu conheço, conheci pela internet... mas não foi assim dessa forma idiota, ao menos...

domingo, 29 de maio de 2011

Preguiça pra Viver

       O sério, que preguiça. Não quero morrer, mas também nem to muito afim de viver. Tipo, nem dormindo se tem sossego direito, aqueles sonhos com suspense, paranóia e perigos, bem que podiam me dar um mar de tranquilidade hein. Sei lá, só queria ficar neutro, totalmente neutro, por um tempinho... mas nem dá.

       Daqui a pouco já me empenho, mas não é porque as coisas melhoraram, é só porque a preguiça passou.

Felicidade Solitária

        É estranho, é ruim até. Ficar feliz e não poder compartilhar no momento, a euforia tem que ficar conservada dentro de você. Na verdade esse é o ruim da solidão, ter que conservar os sentimentos dentro de você. Mesmo sentimentos bons devem ser compartilhados, imagine os ruins. Coitado daqueles que pelo costume já não se afetam mais, coitados... Acho que nunca vou poder ser um deles, não vou me acostumar... mas seria mais fácil.

Avaliar resultados com base nos esforços?

        As vezes umas boas pinceladas valem mais do que 1 ano de trabalho, fazer o que... a verdade é que não se avalia os resultados com base nos esforços empregados, porque isso não é base de nada, o resultado é fruto e pronto. Se o cara não se esforça para fazer algo de bom então ele é foda, parabéns para ele! Agora se alguém se esforça pra caramba e não sai nada de bom, coitado mesmo, espero que ao menos se divirta no processo, lento.

        Mas é isso, as vezes algumas pessoas tem uma facilidade imensa para fazer coisas boas em algumas áreas. Enquanto outras através de muito esforço e empenho talvez também consigam. Mas quem deve ser mais reconhecido? Sei lá... foquemos nos resultados, no que sobra disso. Não complique.

Confiar nas Palavras

        É melhor, não é? Pois mesmo que as ações e as outras coisas indiquem o contrário, se alguém diz algo, mesmo que esteja mentindo, deve ter um motivo. Nem que seja por pena, por medo ou por se importar, a pessoa que mente sabe porque está fazendo isso. E talvez seja melhor deixar assim mesmo, uma faceta da realidade maquiada por se confiar nas palavras.

        Aliás... confiança é algo bem incerto. Confiança é fruto da dúvida, pois confiar é quando você escolhe um lado da verdade, sendo que poderia ter escolhido o outro. Você pode confiar em muitas coisas, assim como pode desconfiar de tudo, até de seus olhos. Mas confiança traz segurança e talvez decepções.

        Então, eu não me importo, não me sinto seguro com essa confiança, mas vou confiar, fazer o que. Apesar de que preferia a verdade. Porém e se a verdade for exatamente isso, então fui um idiota paranóico desconfiado, mas tenho meus motivos, pequenos, mas geram um sentimento pequeno de dúvida, e eu infelizmente gosto da dúvida.

        Sinto que vou me decepcionar, mas já estou tão acostumado e preparado para este evento que é como se já tivesse acontecido, talvez seja uma das únicas vezes que fui pessimista, talvez tenha sido útil, ou não.

sábado, 28 de maio de 2011

Dia 27/05

        Pois é, além do fato da conversa estranha hoje no final da aula, nada de mais na escola. Fiz prova de português, creio que fui bem. Volto pra casa, sexta-feira sem nada pra fazer, nada combinado. Vou sair, vou pra Floripa ver um filme, vejo a programação, escolho "Agentes do Destino", tenho até as 16:30, já são 14:30.

        Saio de casa com a minha mochila carregada levemente de poucos acessórios e uns livros, camisa flanela xadrez bem quentinha e um violão. No caminho para a rodoviária me deparo com um protesto de professores em favor da educação, alguns cartazes (não muitos), uma concentração de cerca de 30 pessoas, altos-falantes e um microfone. Estava de passagem, deu vontade de ficar, mas na verdade eu não estava no empenho, se ao menos tivesse avisado antes e eu não estivesse indo ver um filme, teria ficado de certeza. "Professor na rua, Governo a culpa é sua!"

        Chego lá na rodoviária, no balcão da catarinense e só teria um ônibus as 3:25 (sendo que sempre atrasa uns minutos) logo seria inviável ver o filme das 16:30 (a próxima sessão era muito tarde), felizmente na hora chega um ônibus da Reunidas e assim os planos se mantém em pé. Ao menos ainda eram cerca de 15:00, daria tempo.

        E como sempre faço, me desligo, ou melhor, me ligo em coisas diversas durante a viagem... estava muito pensante para ler um livro, que é o que costumo fazer nas idas de ônibus, quando ainda está claro. Mas ficava imaginando o protesto, se eu não deveria ter ficado, e fiquei imaginando discursos, frases de efeito, ações e etc... e me sentia mal por ter sido egoísta e hipócrita e deixar de fazer aquilo que sempre prego e defendo, mas me acalmava lembrando que mesmo assim, ninguém me convidou, eu não faria nada de mais, seria só uma pessoa e a verdade é que praticamente o protesto todo era formado de professores, e eu um aluno de escola privada protestando por justiça aos professores de escolas públicas, eu realmente os defendo e concordo com eles, mas não seria um bom exemplo. Enfim, só sei que no final me acalmei e prometi que da próxima vez vou tentar me informar e talvez realmente participar do protesto, afinal estava eu lá com um violão e camisa casual, nada pronto para protestar... queria levar pessoas e cartazes, um discurso pronto, informações e etc, realmente ter me preparado, fica para a próxima.

        Mas deixando esta questão de lado, que ocupou meus pensamentos praticamente toda a viagem, a paisagem estava linda, adoro essas montanhas e colinas, as pedras e o mar, enfim o sol estava bem amarelo, o que dava um toque especial. E o tempo fluía de uma forma muito diferente, acho que era uma mistura de solidão, ansiedade e o que acontecia. O tempo passava rápido, e só voltava ao normal quando pensava: Como ta indo rápido! E assim eu só me lembro realmente do tempo quando eu me lembrava que o tempo estava indo rápido demais, portanto ficaram tipo lapsos na minha memória, como se tudo estivesse avançando 10x e de repente voltasse a 1x e volta para 10x e 1x e 10x... Mas o filme todo em 1x, que filme legal cara, indico pra caramba.

        Na volta, rotina até o caminho na rodoviária, aliás tive que esperar por 1h lá até o próximo onibus e por isso fiquei no skype falando com uma amiga, teorias conspiratórias e assim todos a minha volta pensam que sou um cara estranho, mas fodam-se quem mandou me julgarem. Então quando o ônibus chega eu entro e começo a ler meu livro, ele vai indo e bem em cima da ponte começa a dar um problema na marcha, ele não conseguia trocar, então devargazinho (40km/h) passamos pela ponte e fomos até o depósito de ônibus da catarinense, aonde depois de 15 min trouxeram um outro onibus e todos foram para ele... a viagem seguiu e o motorista foi dirigindo, mas ele era meio lentinho '-'

        Cheguei em casa, querendo conversar no msn, ninguém lá, tive que esperar 2 horas e finalmente uma conversa, meio vazia mas como sempre boa.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Sonho Adolescente Rebelde à Venda

Inauguro o primeiro texto muito podre (acima do normal) e chulo do blog. Se você não quer perder tempo, pule para o próximo

        Toda hora querem me vender isso. A TV, meus amigos, minhas amigas, sociedade em geral, até eu mesmo quero me vender isso as vezes, é tentador, é.

Descrição do produto:

        PRA QUE ESCOLA!?!

        Nossa, afinal é realmente difícil de entender... com tantas coisas boas para se fazer, tantas festas, bebidas, cigarros e tudo mais. Pra que isso? Ah mas já me acostumei, sei que vou entender e vai ser útil mais tarde. Por agora é só uma responsabilidade idiota que me obrigam a praticar, e ainda tenho que ir bem, estudar e assim manter algum nível de paz para poder fazer o que quero, pois afinal é tudo uma questão de controle. Sou controlado, digo isso mesmo sendo livre para fazer muita coisa, pois no final devo contas pra pessoas (pais), elas querem me proteger de mim mesmo, que ironia. E no final esses joguetes, seja em casa, na escola... para obter popularidade e ser alguém com "moral", é apenas para resumir seus amigos em acessórios e a garotas que pego em objetos, uso ambos em benefício próprio, mas bom.. os amigos são mais importantes, são mais estáveis e duráveis, eles prestam mais.

        As vezes esses ataques, seja por hormônios ou sei lá o que, afinal eu nunca vi esses tal de "hormônios", eu sou assim porque quero e pronto, vocês que se fodam com seus argumentos hipócritas e arrogantes, como se soubessem algo a mais ou realmente tivessem o que me ensinar, fodam-se todos e os problemas que vocês criam para cima de mim, sai fora. Eu só quero ser feliz nesse mundo fechado e simplificado, é bem simples... daria até para equacionar se eu fosse bom em matemática.

        Falando em matemática... eu tinha uma prova amanhã, mas quer saber, vou sair pra beber, flw.

        Custo: Opinião Própria e o Tempo da Melhor Época da Vida

        Decisão:

        Pra que desperdiçar a minha opinião, os meus pensamentos, e principalmente tempo, tempo precioso... porque querendo ou não essa é a melhor época da vida, desculpe a mim mesmo daqui a 10 anos, mas você está fodido, pois o eu de agora está vivendo realmente a melhor época, não importa o quão feliz você (eu) esteja aí no futuro, agora é a melhor época, afinal que época tem os seguintes fatores?

        Inexperiência, liberdade, curiosidade, tempo-livre, descobertas, personalidade mutante!

        Pois é, isso vai durar ainda... vários anos.

        Mas pqp eu tenho 16 anos já, na verdade vou ter já já. Que merda hein! DEMOROU muito, demorou pra acordar, e só acordo cada vez mais, é como se eu estivesse acordando dentro de sonhos e quando será que finalmente vou acordar de verdade? Será que só estou vivendo outro sonho agora? E o que tenho comigo, não tenho quase nada, não fiz quase nada até agora, nada que acrescente algo de bom para o presente, fui bem na escola até agora, parabéns pra mim... trocava isso por algumas habilidades e experiências, mas ok, ficar querendo mudar o passado é besteira, perda de tempo.

        Focando agora, como posso arranjar isso, não quero comprar esse sonho adolescente rebelde, ele parece tão vazio e esdrúxulo, como a maioria das pessoas consegue viver ele ou adaptações dele??? Tenho inveja destas pessoas, é tão estranho... eu tenho inveja de coisas que não consigo fazer porque não gosto ou não concordo, mas tudo isso é porque na verdade e no final eu queria gostar e queria concordar, mas simplesmente não o faço, não é escolha minha.

        Sonho = modo de vida ideal a perseguir. Este sonho simplifica tanto, diminuí tanto o mundo, diminuí tudo. Não que eu não goste de diminuir e simplificar, mas o problema é o que isso contém além de nada? Eu prefiro diminuir e simplificar o mundo colocando apenas o que gosto realmente. Mas seria hipocrisia comprar esse mundo pronto, as soluções e problemas prontos, os anseios e receios prontos... e no final não querer nada disso, duvidar e mudar... como todo mundo faz no final, mas depois que esta fase passa e ela sempre passa.

        Ó que texto podre, só eu realmente sentirei prazer em ler tais linhas, por que será posto isso num blog afinal, acho que sou o único leitor assíduo do blog, ou melhor, o único LEITOR do blog. Não quero desmerecer aqueles que também lêem, mas vocês mesmos sabem que estes textos, poesias e frases são só palavras misturadas, a real é que só eu recebo o benefício do blog.

        EU NÃO FIZ NADA ATÉ AGORA!!! O que eu tenho de bom? Não em material, digo em feitos, em habilidades, tudo que eu fiz só deixa feliz aos meus pais, que merda. Vamos mudar isso, fazer algo que deixe feliz a mim, a outras pessoas... ter habilidades que sirvam para deixar feliz a mim, a outras pessoas... outras pessoas, vulgo pessoas que eu gosto.

        Não que este sonho seja ruim, talvez aproveitar a vida dessa forma fútil, vulgar e ordinária seja bom, mas como disse... não consigo, é idiota. Concordo com algumas coisas, somos rebeldes, não tem como não ser. Somos anarquistas, queremos ser anarquistas, queremos que o anarquismo reine, queremos reinar. Entorpecer parece legal, as pessoas se entorpecem, mas tá...

        Tempo passa, e passa mesmo... mas passa sempre na mesma velocidade, como um relógio (hahaha que engraçado -.- ), só o que muda é a percepção e ela raramente ajuda! E agora fico eu aqui, usando ele apenas para aliviar as dúvidas e tensões, sem resolvê-las afinal. Como posso resolvê-las? Rá, adotando um modo de vida definido, aonde eu saiba o que fazer e não simplesmente atire para todo lado sem saber o alvo, só estou gastando minha munição, munição que é finita e agora é realmente a melhor munição que vou ter em toda a minha carreira de atirador, por isso eu devia usá-la com mais sabedoria, mas lembrando bem... estou na época da ausência da sabedoria, do nascimento da razão, aonde sou um ser pseudo-racional, porque olhe bem, do que adianta poder raciocinar se não tenho dados suficientes para obter opiniões racionais e agir racionalmente. Resume-se a impulsos, instintos e coisas idiotas. Resume-se. E depois acaba e passa, e sempre um dia as pessoas param e falam que poderia ter sido diferente, se não fossem tão idiotas. Sorte de quem nunca o faz, e que da adolescência só leva boas lembranças ou então compreende os atos e percebe que é assim mesmo e fica feliz por ter sido assim

        Inveja, quero ser assim, ainda posso ser assim.

        Decisão Final: Vai vender esse sonho para outro otário.

A Certain Romance

        As vezes pessoas legais gostam de pessoas nem tão legais, isso do ponto de vista de um terceiro é claro... Mas antes de julgar e ser preconceituoso como sempre, é bom esclarecer que é apenas uma reflexão, um pequeno estudo... porque acontece, e é bom saber o por quê ou simplesmente umas previsões para exercitar a capacidade.

        E começa assim do nada, porque é quase um nada... é simplesmente um encontro, que talvez não tenha sido marcado. Não houve amizade antes, e a amizade atual é bastante limitada, é mais uma relação baseada nas convenções sociais dos namorados, os seus cineminhas, caminhadas na praia, encontro com amigos, saídas, boates e restaurantes, tudo isso é bom sim, além das outras questões óbvias que não precisam ser citadas. Mas é meio vazio acho eu, tudo isso é legal, poder ter alguém para fazer, mas ter um alguém que seja um ninguém, é meio que, usar. Talvez do nada cresça um sentimento, e sabe-se onde isso para, pois raramente da certo, e então é só decepções em algo que foi planejado para ser só diversão.

        Porque a base dessas relações é a diversão, é a felicidade passageira e momentânea. Não que a maioria das coisas também não o sejam, mas percebe-se que é apenas isso, ou principalmente isso. É isso por isso... pois em outras ocasiões a diversão e felicidade vêm como consequência e não como ação, além disso o vazio e a falta de paz, que muitas vezes nem chega a incomodar, mas está lá e podia ter sido preenchida, e mesmo que não incomode e não se sinta o alívio, ao menos é bom.

        Mas é isso, não conheço essas coisas e pessoas, nem preciso. Talvez eu faça a mesma coisa. Talvez seja o melhor a fazer, passar um bom tempo e feliz tempo. Mas é só tempo no final, ele passa e não importa o que se faça... por isso talvez aproveitar desta maneira seja até sensato e inteligente, e então não ter que se preocupar com outras coisas idiotas ou até ficar fazendo essas reflexões estúpidas.

Escrito ao som de A Certain Romance - The Artic Monkeys