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sábado, 13 de agosto de 2011

Ao Longe

A distância se faz efêmera
Quando o desejo permeia
Todos os planos do futuro
Torna-se a razão do murmúrio

De que tudo ficará bem um dia
E que só vivo para esperar
Esperar por você e por nós
E esquecer tudo que fazia
Antes do dia que te encontrar
No horizonte nascem mais Sóis

A chuva dissipou o caminho
As nuvens aveludadas escondem
Se eu realmente estiver sozinho
Apatia e depressão se fundem

Nem que fosse só por um dia
Mas não me canso de esperar
Esperar por você e por nós
Parei até de fazer o que fazia
Só para poder te encontrar
E ver o nascer destes Sóis

Tudo ficará bem um dia
Só vivo a esperar
Por você e por nós
Nada realmente fazia
Antes de te encontrar
No horizonte mil Sóis

domingo, 7 de agosto de 2011

Rejeição à Perfeição

Alguém que se despeça pedindo para ficar mais
esteja a par das minhas coisas mais banais
vai muito além daquilo que apenas me satisfaz
não julga, e muito menos sem ter certeza
não se orgulhe, mas também reconheça sua grandeza
olhe nos olhos e diga tudo com total franqueza

Alguém que expresse sentimentos sempre sinceramente
não faça coisas ruins secretamente
seja mais compreensiva do que toda essa gente
sempre espontaneamente vibrante
que se estiver triste procure ficar feliz
esteja ao lado de pessoas que lhe condiz
Alguém, a pessoa que eu sempre quis

Mas se buscasse pessoas perfeitas nunca as encontraria
E por fim depois de muito tempo me decepcionaria
Lamentando ter passado uma vida inteira sozinha
Fugindo dos defeitos que todos têm e duelam a todo momento
Tentando extinguí-los para ver se finalmente me contento
Mas porque seria cruel a ponto de não tolerar
O lado ruim de uma pessoa fantástica
E talvez desse lado até passar a gostar
Porque o amor não exclue nada com engodos
Vê quem ama como um todo 

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Inutilidade Vaga

Tentativas e erros, parecem causa e consequência
Enrolação e hipocrisia, parece mais demência
Preferir sentimentos à sensações
Por mais ingênuas que sejam tais decisões

Penso que só nos encontraremos no infinito
E por mais que tente-se, o decorrer desse teatro
Tudo indica não se passar de um tragicômico
E a fantasia que envolve-me ainda não é um fato

Não quero descontrolar-me perante à mim
Pois ao contrário de meus amigos
Tal ato nunca teria fim

Esquivando-se de todos os fúteis perigos
Como o tédio de um dia chuvoso
Nada do que faço é realmente perigoso

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Isotermia Ambiente-Interior

Nada impede que o frio se mantenha
Corrói a minha alma como gangrena
E porque tinha que ser justamente agora
No inverno do inferno glacial que aflora

Respiração pensante que se torna ofegante
De perceber que o rumo é demasiado desgastante
Mas que rumo é esse que não leva a nenhum lugar
E a caminhada continua forçada sem cessar

Talvez alguém, Talvez um Sol, Talvez Anzol
Pra tentar pescar novidades
Talvez alguém, Talvez um Sol, Talvez Leviandades

Acho que é assim que deve ser
Talvez alguém, Talvez um Sol, Talvez Viver
Ou melhor, resistir com distrações

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Aos Poucos

Vai passando pela ampulheta do tempo
É um funil tão estreito que tudo em cima
Vai passando aos poucos quase nunca
E aos poucos vai e aos poucos vai

Transforme estes grãos no quer que seja
E é assim que acontece com quase tudo
A ampulheta é o tempo que contém isso
O ponto x é justamente o presente

Embaixo conserva-se o passado
E em cima o futuro que não há como ver
Mas você sente o peso diminuindo

E pode olhar pra baixo e ver tudo que ficou
Os grãos continuam passando sem cessar
Apesar de que só possa vê-los acabar aos poucos

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Sem Sol, Lua Nova

Escrito: c. Abril 2011

Esse Sol magnífico que outrora me iluminava e aquecia mesmo nublado, mesmo na tempestade.
Agora se põe por fim
E como me conformo de que não haverá outro dia?
E toda a noite é de lua nova.

Ser tudo pra Você

Escrito: c. Abril 2011

Queria eu ser o sol para esquentar seus dias, te fazer esquecer o frio.
Queria eu ser a lua para iluminar suas noites, te fazer esquecer a escuridão.
Ser o mar, e a imensidão azul para seus olhos,
o canto das ondas para seus ouvidos e a leve brisa para sua pele

Queria eu ser tudo para você

Para Lembrar

Escrito: c. Abril 2011

Como o azul do mar
E o céu do azul refletido
As estrelas que brilham no céu a noite

Mas em pleno azul celestial
A estrela mais brilhante aparece
Não consigo olhar sem emocionar
Não consigo parar de pensar nesta estrela magnífica

Apesar do brilho da vida
Me dar esperanças de te ver
Estrela brilhante, guia em plena luz do dia
Estrela que supera o brilho solar

Suspiro de Desabafo

Escrito: c. Abril 2011

Se soubesses...
o quanto és linda e bonita
o quanto és especial e doce
o quanto és minha favorita
Daria tudo que fosse...

Se te dissesse...
que és a flor de jasmim
que brotou em meu jardim
que és a flor de lótus
Mais colorida e bela aos olhos...

Se entendesses...
Como és importante e indispensável
Oh menina tão amável
Se meus pensamentos não fossem só teus
Não teria em que pensar e ser feliz

Mas hei de te dizer, de te fazer saber e entender
Ouça este suspiro de desabafo
Enquanto ecoa até desaparecer por tí!

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Voltar

Acabou, eu não queria que acabasse
Por isso as despedidas são longas
Num ritual para ficar mais
Você deveria notar em que ponto quero chegar
Mas é hora de ir

Eu só quero voltar
E saio de lá querendo voltar
E chego aqui querendo voltar
E volto pra lá querendo voltar
E saio de lá querendo...

Harmonia Condizente

Humildemente fundem-se
Os olhos da alma, a calma das palmas
Se tocam, se beijam
E se espelha no espelho

Por dentro da intimidade interna
Noviça da beleza, ternura na ação
Momentos passivos de atividade exagerada
Porque a presença inerte é movimentada

Fúria berrante entreaberta
Na noite cintilante das estrelas azuis
Cada passo de distância se fazem de mil léguas
E todo esse papo me soa piegas 

Contagiando e Contaminando

Sorrir, levar e rir
A leve brisa do olhar suspeito
Num êxtase que não me diz respeito
Mas mesmo assim me contagia

Lágrima, pesar sem cessar
Nos olhos do estranho lamentoso
Inapto do que fazer para salvar
Me contamina forte a alma

Queria poder participar
Queria poder ajudar
Só posso me contagiar
Só posso me contaminar

Perspectiva

Ruim
Empurrado aos poucos para o abismo
Querer poder mudar as coisas
Voltar atrás nas causas e buscar novos efeitos
Ingênuo pensamento pela diferença


Boa
Crescimento feliz até o fato
Do desenrolar da melhor maneira
Enquanto acontecimentos atrasam
Só posso contar com a ansiedade


Nenhuma
Futuro e presente inertes e vazios
O que se tem não completa o que falta
Uma indiferença de embrulhar o estômago
E mesmo sem estar ruim, só nada

Contido

Limitar o ilimitado
Seria um erro se não fosse imitado
Num coletivo
Sociedade afasta o mais altivo

Sinistra maestria
Na condução de uma nova apatia
Totalmente contido
Desprezando tudo aquilo que tenho vivido

Cheio de Opiniões
Como se as alheias sobrepusessem as internas
Poucas Satisfações
Alguém fez o plano de saída do labirinto na caverna

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Silhueta da Depressão

Disforme, amorfa e sem sentido
Impregna os pensamentos sem cessar
Até que se coloque para fora, continuando lá
Mas mesmo assim você ainda vê

O preto vazio da silhueta da depressão
Continua todo tempo encarando e afastando
Tudo que de bom acontece, não reconhece
Porque a depressão toma lugar nesse caso

Afasta, não preciso olhar, que idiota
Por ficar por perto se não quero
Sai fora, já não preciso mais disso

Desses seus acordos indecentes
E constantes avaliações medíocres
Depressão é vazio e intrigante, quase inevitável

Quando a Casa Cai

Chamas ascenderam depois de acesas
E subiram muito alto, infiltrando tudo
Como a água que infecta a estrutura
Negra e forte fumaça do anúncio

Simplesmente moradia das ideias
Ideais e atores do teatro agradável
O show acabou, queimou, caiu
Bem que tentaram, mas descobri

E das cinzas e dos escombros
Daquilo que restou sem utilidade
Nada pode ser aproveitado

Na próxima casa que constrói-se
Que seja de boa fundação
De verdades e não mentiras

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Céu Azul da Technicolor

Desbotado, mas um azul bem aplicado
Forte demais, não expressa a real calma
Que o céu transmite, por isso prefiro ao vivo

Esse filtro de Technicolor tira a graça
Mas mesmo assim na comodidade de casa
Vejo o que quiser colorido nos anos 70

Aonde não posso estar, aquilo que não posso ver
É bem útil, mas não é bom realmente
Por isso prefiro ver ao vivo

O Lança-Mísseis

Sempre consigo ver quem apertou o gatilho
Mas só percebo realmente quando ele chega
Explode em cima de mim no meio do caminho
Propulsão inflamável que me persegue e pega

E mesmo que o soldado não queira, ele sabe
Porque quando aquele míssil chegar, já era
Das reações que poderia ter nada mais cabe
Talvez a pior parte seja exatamente a espera

Então a explosão de faíscas cintilantes
Cegam e destroem tudo em minha volta
Todas as aspirações, previsões decentes

Tornam-se enfim inviáveis
Não é sua culpa soldado
Muito menos do lança-mísseis

sábado, 21 de maio de 2011

Um Fim

Terminou, acabou, encerrou

É um fim, mas não é o fim

Findou, concluiu, extinguiu

Um novo começo talvez

Morreu, esgotou, pereceu

Cabe a nós decidir agora

Continuar, Prosseguir, Persistir

Retomar

Eu precisava falar com alguém

Alguém que me entenda mais do que a maioria
Ou que seja ao menos compreensiva o bastante
Seja por palavras ou frases que cheguem até ela
Só sabendo que foram avaliadas em outra mente

E se as palavras forem ditas, como seria bom
Mas provavelmente só as verei escritas
Já basta ao menos, saber que a conversa foi
E se voltar de forma interessante, ótimo

Na conversa o assunto não importa
Seja de forma simples e direta
Poupando de complicações

Mas ninguém quer falar comigo
Nem é sobre isso, pode ser sobre nada
Eu só precisava falar com alguém