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quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Destaque no Desprezo

       Pessoas egoístas em relacionamentos, até quando? Cada vez mais é assim que funciona, alguém se relaciona mais para o bem-estar de si mesmo, seja por prazer, conforto, diversão. Pessoas que decidem contar todos seus problemas procurando uma psicoterapia do amigo, sem perceber que isso é ruim para o tal amigo, e pior, o amigo que se recusa a fornecer tal ajuda ou faz de uma forma a encerrar rapidamente o assunto, um não se importa com o outro de verdade. Neste caso se houvesse algum apreço mútuo, um procuraria não contar os problemas para não deixar o amigo mal, enquanto o amigo tentaria descobrir, solucionar e consolar os problemas do outro.

       Pessoas que começam a namorar porque estão sozinhas, porque finalmente alguém aceitou sua companhia. A banalização dos relacionamentos e a estereotipagem dos sentimentos, que parecem agora mais caricaturas do que realmente eram, passam a ser planos com regras ao invés de algo que você sente e se guia. Ninguém mais se importa em fazer algo pelo outro que não seja algo que lhe beneficie também, parece sempre uma constante troca de favores, como se a amizade constituísse-se apenas de ações que busquem reações favoráveis.

       E você então tenta sair deste estigma, desta inércia. E a verdade é que parece tarde demais, isso tomou conta de quase tudo, não há mais como fazer algo diferente. O underground também é mainstream. Desprezam e não se importam, e esperam que você aceite isso tranquilamente e se converta rapidamente. É uma pena.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Estaca 0

     Que número feio, 0, não é nada. É melhor do que -1, mas prefiro passar por épocas negativas do que viver na constante segurança neutra do 0. Mas matemática de nada serve se não for o símbolo que é, e mesmo na vida pode usar os números como representações, o 0 é o melhor para o momento.

     Porque o 0 contém nele essa inexpressibilidade e a frieza que toma conta. O calculismo incitado pela falta de tudo, pelo exaltamento do nada, haha o "nada" sendo ressaltado, que ironia. Não digo que é ruim até, porque o 0 precisa de algo, nem que seja uma distração,  0,000000000000001. Uma risada, uma conversa, uma mensagem, um texto, uma boa notícia, um violão, um bom livro, uma companhia agradável, uma tarde, um filme, cobertas, uma viajem, coisas que distraem em geral, que fazem se esquecer do 0 ou pelo menos transformam ele em alguma coisa, mesmo que muito pouco no momento.

     Certas pessoas tem potenciais gigantescos com seus 0's, 0's que contém a possibilidade de um 9999, mas mesmo que sejam possibilidades pequenas, daquelas menores de 1%, essas pessoas só podem ficar mais angustiadas, porque a indecisão traz uma ansiedade que se converte hora em angústia e hora em esperança, depende do "mismo" (oti, pessi) da pessoa.

     E o pior então, quem consegue sair do 0, sente que está indo bem por algum tempo e depois volta, volta pra essa anulação sentimental, essa ausência de perspectiva. Mas voltará sempre? O recomeço é rotina? Prefiro acreditar que não enquanto ainda posso. Estaca 0, marcada funda no coração.


Graças a Deus as provas de matemática passaram

sábado, 25 de junho de 2011

Ofensas a Diferença

Ois e Tudo bens, risadas num banco, sábado com sorvete, notas baixas, notas altas, estudar, preguiça, jocosidades numa conversa, explicando o óbvio, temendo o nada, admirando o nada, refletindo sobre nada, rindo, chorando, nada, fugindo do tudo.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Imaginação Imaginária

Eu vou sempre pleonasmar¹ afinal é isso que faço para enfatizar
É estranho juntar os retalhos para formar outra coisa
Chega a ser impressionante falar de algo que não existe
E mais ainda de forma a poder acreditar
Teletransporte, viagem até lá

1-Pleonasmar: v. Usar pleonasmo (Essa palavra não existe)

Contido

Limitar o ilimitado
Seria um erro se não fosse imitado
Num coletivo
Sociedade afasta o mais altivo

Sinistra maestria
Na condução de uma nova apatia
Totalmente contido
Desprezando tudo aquilo que tenho vivido

Cheio de Opiniões
Como se as alheias sobrepusessem as internas
Poucas Satisfações
Alguém fez o plano de saída do labirinto na caverna

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Mundo das Almas

       Ah hoje mesmo estava imaginando se o mundo visível fosse constituído de áureas, de almas... e que só de olhar já pudesse saber de certa forma como a pessoa é. Não seria esta baboseira de ver o físico, mas ver dentro, a personalidade e as virtudes, defeitos e sentimentos. Porque este mundo visível atrapalha bastante, ele é bonito sim, mas as áureas são bem mais bonitas do que qualquer coisa que se possa ver.

       Imagine estar caminhando numa multidão e ver um objeto reluzente, talvez a pessoa mais legal e boa que há no mundo, e, só de olhar para ela, você saberá disso; não importando como ela é, se é gorda ou magra, feia ou bonita. Mas não... não é assim que funciona, todos nós temos que descobrir e revelar a áurea nas pessoas, não é algo de bater o olho e já saber, é um processo longo e suscetível a erros, a maior parte dele é constituído de erros.

       Quantas vezes talvez eu já cruzei a pessoa mais legal, mais inteligente, mais bondosa, mais doce do mundo??? Será que eu conheço alguém assim mas ainda não me dei conta? É algo que só eu posso descobrir.

       E não é só porque eu sou inferior no mundo físico (também provavelmente seria neste outro), mas é principalmente porque não é isso que eu procuro, e esse mundo físico dificulta o que eu procuro, mas eu continuo procurando, ou talvez não.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Uma Sigla

Gmsd Amdn Wiqp Mflq Kdpw 4243 Póps KKwO 0021 ,k,x,a,w...OO...W)Q_))(( NIUMAL

J N BA--o0o0o0o0o0o0o0o\\//// /// /// /// /// /// /// /// /// /// /// /// /// /// /// /// /// /// /// //// /// /// // /// /// /// // // // // // / /


VAI ACABAR! OOPOOOOPOOOOPOOOOOPOOOPOOO

RISCA A PAREDE )O)OO))O))O))O))O)))O)))O)))O

Assustado, medo wtf eu fiz? Não é isso, é outra coisa, é outra coisa, é outra coisa, é outra coisa, e uma outra coisa é outra coisa, é outra coisa, é outra coisa, é outra coisa, não é isso, é outra coisa, não está certo, está errado, é outra coisa, coisa certa, coisa errada, é outra coisa, é outra coisa, é ioutra coisa, errado, escreveu errado, corrige, nem quero, corrige, é outra coisa, você parece louco, é o sono, desculpa esfarrapada, é o sono sério, otário, ódio, paz,amor,imagine,john lennon,lsd,maconha,ó,otário,nada,ver,só,paranoia,associação paranóica,salvador dali, queloucura do chacchoroo grande tuhchusturruru , é ta errado, nossa que demais, ou, eu vo rirr muito disos amanhã, kkkkk, ja to rindo agora, eu to loco, mas é só sono, não é não, pertubado por um episódio, haha, não é culpa de ninguém, só minha, é outra coisa, é outra coisa, é outra coisa, é outra coisa, é outra coisa, uma sigla, do que se representa em outra coisa, é outra coisa, é outra coisa ÉOC, ÉOC, ÉOC, é outra ccoisa, é outra coisa O_O

Meu deus, o que eu fiz, porque fiz isso, tantas virgulas, continuo, mas agora estou ciente, nem estou na verdade, é tudo mentira, estou me enganando, estou mentindo para mim mesmo, a quem estou enganando? a mim, aff, aff, aff,aff me ensinaram a falar aff, eu aprendi, me ensinaram várias coisas, aprendi a maioria, deveria? aff

SIGLAS SIGLAS SIGLAS >><<>><>><><><><><><<<<<>>>>>> NÃO USO Ctrl C e V, isso é trapaça trapacear, conjulgeuq o verbo, não é aula de portugu~es, nem precisa, eu sei.

Silhueta da Depressão

Disforme, amorfa e sem sentido
Impregna os pensamentos sem cessar
Até que se coloque para fora, continuando lá
Mas mesmo assim você ainda vê

O preto vazio da silhueta da depressão
Continua todo tempo encarando e afastando
Tudo que de bom acontece, não reconhece
Porque a depressão toma lugar nesse caso

Afasta, não preciso olhar, que idiota
Por ficar por perto se não quero
Sai fora, já não preciso mais disso

Desses seus acordos indecentes
E constantes avaliações medíocres
Depressão é vazio e intrigante, quase inevitável

Quando a Casa Cai

Chamas ascenderam depois de acesas
E subiram muito alto, infiltrando tudo
Como a água que infecta a estrutura
Negra e forte fumaça do anúncio

Simplesmente moradia das ideias
Ideais e atores do teatro agradável
O show acabou, queimou, caiu
Bem que tentaram, mas descobri

E das cinzas e dos escombros
Daquilo que restou sem utilidade
Nada pode ser aproveitado

Na próxima casa que constrói-se
Que seja de boa fundação
De verdades e não mentiras

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Poente Eminente

      Repetição... Todo dia a mesma coisa, nasce e se põe, sei a causa, a maioria sabe, ninguém questiona, não há o que questionar, e mesmo se houvesse, não há o que mudar.

      Sinto que também me repito, nunca vario. E sou sempre a mesma coisa, mudando lentamente de um jeito que quem quer, não percebe. E nas ações, músicas e textos, sempre a mesma coisa, temas diferentes, diagramações idênticas, como se pudesse rastrear o autor, estilo autêntico mas que só mostra as influencias e quem sou, nem é tão autêntico, misturebas não são autênticas.

      E nos últimos, padrão padronizado, gravado e perceptível. Olha, sempre digo fim ou algo que expresse o fim, nesse dia, estou ligado ao fim, não só ao fim, mas o processo que termina, todo processo que comece, termina.

Boom, Poom, Doom

      As vezes deparo-me com isso, sempre motivos diferentes, resultados parecidos. Explode, coisas boas ou ruins acontecem, nunca as duas ao mesmo tempo, as vezes uma seguida de outra ou algo assim. Fim.

Mudei, nem avisei.

      Todos fazem isso, mudam e não avisam. Cabe aos outros saber que a pessoa mais legal que se conhece tornou-se um babaca, ou então aquele cara estranho na verdade ficou interessante. Sem problemas, é assim mesmo, como poderia ser diferente...

      Eu mudei e não avisei, das pessoas que conheciam no passado, da disposição que tinha para continuar uma conversa que acabou porque só eu falava nela, eu não preciso mais disso, não sou mais assim, não é questão de ser outra coisa, é questão de deixar de ser algo.

      Primariamente continuo o mesmo para quem conheci recentemente, mas para aqueles que o conhecimento transpassa translações, boa sorte, descubram ou não, nunca se importaram afinal.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Desgraçados Engravatados

     Pessoas bem vestidas em geral. Dos piores sacanas, aqueles que se vestem bem são os piores... Seja o político, o pastor ou o médico impostor todos bem vestidos, engravatados, com seus ternos ou paletós. Ou então aquele cara idiota que tem os casacos mais caros, as jaquetas importadas e os tênis de marca, mas no final é um babaca. Sim e o pior é que eles se vestem bem exatamente para nos enganar, eles se importam com o visual pois é a única coisa que eles podem mudar e melhorar, no final são só vazios ou mal-intencionados.

     Nada contra quem se veste bem, mas utilizar a vestimenta/visual para definir outras características da pessoa é simplesmente preconceito, puro preconceito. Tomar alguém vestido de terno por confiável e inteligente é o mesmo que considerar um negro burro e ignorante, simplesmente algo que não tem relação nenhuma, NENHUMA MESMO! Aí vocês criam complexos nas pessoas, fazendo com que elas tentem mudar ou se sintam inferiores por não seguir tal regra. Por favor, fodam-se. Pessoas devem se vestir da maneira que se sentirem melhor na questão de conforto e visual.

     O criminoso esfarrapado só é esfarrapado pois não tem escolha, mas pode ter certeza que se vestiria muito bem se pudesse, talvez até tornando seu trabalho de roubar mais eficiente, pois ninguém cruza a rua ou se afasta de alguém bem vestido... agora alguém com moletom cinza rasgado é tomado como marginal na certa. Não digo que deve-se andar com mendigos ou pessoal mal vestido, mas use esse preconceito com moderação e saiba que no final ele é um PRECONCEITO e o preconceito não substitue o conceito, então as vezes é preciso ir atrás e absorver o real conceito ao invés de manter o preconceito.

domingo, 22 de maio de 2011

Traidor Infiltrado

Agente-duplo, traidor, infiltrado, espião, vira-casaca.

Como pôde fazer isso conosco, com a "causa", com o que defendíamos. Foi por dinheiro, poder, paz? Que paz é essa? Sem nada de bom... é só uma guerra sem mortes.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Medo do Inexistente

Que medo! Que medo! Não sei do que tenho medo, porque não existe, tenho medo do que falta, do inexistente.

O "Eu Exterior"

      Este eu não me importa porém sou eu. Faz parte de mim, é uma triste história de mal-interpretações, desilusões e simples pré-concepções. Ainda me preocupo, infelizmente, com ele. Afinal ele é o que causa as relações entre as pessoas no mundo. Mas, ao menos uma vez, espero poder compartilhar meu eu interior e assim viver de uma relação verdadeiramente íntima e confiável. Da onde não há análises e julgamentos, mas sim compartilhamentos e disso vem tudo que se precisa.

      E das ações, estilos e palavras vem o eu exterior, e ele se apresenta para todos mas menos para mim. Porque se sou eu mesmo? Cadência das informações obtidas a partir das opniões alheias, talvez tentem formar e priorizar alguma forma do que seja este ser que faz parte de mim, que é efetivamente eu para os outros. Não lhes culpo. O eu exterior é tão simples e objetivo que poder avaliar e compreender pessoas a partir dele se torna muito mais conveniente e talvez agradável. Mas mesmo assim, esse eu é parte, é parte do verdadeiro eu, que também não é apenas o eu interior, mas uma mistura dos dois.

      E porque compreender as pessoas totalmente? Ou então pior, porque compreender as pessoas parcialmente?

Prefiro a incompreensão à compreensão parcial e errônea

Envolventes Grades

Só porque é grande e confortável
As grades não incomodarão
Mas agora me sinto exposto
E saber que sempre fui inimitável
Controlado e limitado, não?

E a ferrugem que minhas mãos raspam
Das grades de ferro que me prendem
Dentro deste cubículo que todos vivem
E eu querendo me libertar, choram
Todos aqueles que não conseguem ver

E aonde quer que eu vá, no horizonte grades
Para me lembrar que não posso simplesmente voar
Para abrir a fechadura não bastam apenas verdades
E eu sei que a chave está a meu alcance ainda
Alguém para me ajudar a contornar

Só queria a liberdade pois as grades me aflingem
E mesmo que não venha a usar o que talvez conquiste
Ficarei feliz e em paz, sem as grades para bloquear
As visões do horizonte que se tornam possibilidades
E o frio metal que costuma me aprisionar

Anseios de Curto-Prazo

     Só quero fazer o que quero, como quero e de uma forma que volte a querer no futuro. Querendo cada vez mais, num processo do meu querer, funcionando eficientemente para eu gostar. E enquanto o tempo passa eu fundo meu querer com minha ação e gero resultados bons para mim.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Galopes Possantes

Me trazes tudo que vem a compor meu ser
Mesmo sabendo que nunca poderei te domar
És possante e imbatível, não há como te deter
Tenho esperanças que um dia vou te entender
Das trilhas tortuosas que insistes em nos levar

Une-te ao espaço e defines a realidade
Levas para longe os ferimentos do acaso
Mas se perdes em meio a tanta futilidade
Insistindo em não inibir toda a vaidade
Desvalorizado a cada galope, a cada passo

Por isso quero te admirar, glorioso
Me fazes esquecer minhas conquistas
Porém voltas a tempo de lembranças
E mesmo que ignore, ainda me levas
Pelos caminhos que sua razão permite

Destruíste a eternidade com seus coices
Entretanto prega a liberdade da mudança
E com isso permeia nos seres esperança
Ou apenas indica para todos a decadência
Coisas que se destroem e morrem pela foice

É a solução de muitos problemas
Mas também a causa da maioria
Continue a galopar perene
Galopadas que me desvencilham
Cada vez mais...

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Indagação Recorrente de um Dia Incoerente

Várias horas reduzidas em alguns minutos
Na memória fraca e imperfeita
Para tentar relacionar os vultos
Passam por mim, anuncio com corneta

Mas se houvesse maneira para entender
Sem ter como voltar atrás e viver tudo
Novamente, para mais uma chance de ver
Talvez desta vez permanecer mudo

Aprender sem poder utilizar o conhecimento
Apenas porque a oportunidade já passou
E os erros lhe praticam o descontentamento

Sem a paz de poder saber
Ficaria mais difícil conviver
Com as indagações recorrentes