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sábado, 3 de setembro de 2011

Fases, Infância e Consciência

       Nunca pude perceber com tanta clareza como a vida é formada por fases diversas, como existe na linha do tempo pontos-chave que mostram uma mudança no comportamento e na vida em geral. As vezes por ações individuais, as vezes algo/alguém de fora que influencia na sua vida, e ela muda... as vezes um pouco, as vezes totalmente.

       Nunca pude perceber tanto como agora esse fenômeno, e isto se deve ao fato de que  minha infância e pré-adolescência parecem nebulosas, estranhas e delas não consigo determinar muito linhas de tempo, decisões importantes ou coisas que tenham alterado minha vida. Vou tentar explicar o que a infância e pré-adolescência são na minha memória.

       Sabe quando você lembra de um sonho? Você sabe o que aconteceu nele, sabe que você participou dele (era o protagonista) mas ainda assim não tem muita noção das coisas, as coisas não fazem muito sentido, você vê as suas ações e sabe que elas partiram de você mas não sabe muito porquê, parece que foi algo inconsciente, como se você não estivesse realmente no controle ainda. Então é assim que foi, eu sinto que a partir dos 15 anos mais ou menos, aconteceu algum tipo de revolução na minha cabeça e a consciência ganhou o controle total (?).

       Num período curtíssimo de alguns meses eu passei a ver tudo com tanta clareza, e tive noção de controle, percebi que minha ações afetam minha vida a curto, médio e longo prazo, e nunca tive tanta certeza em minhas decisões, porque mesmo quando tratava de algo incerto, ao menos eu sabia que a escolha era a mais consciente possível, uma certeza incerta. Esse sentimento de domínio sobre mim mesmo causou tamanha êxtase que ficava feliz apenas por estar consciente, sentia que controlava uma parte do mundo, que tinha em mãos algo pró-ativo e não reativo.

       Enfim, provavelmente mais revoluções acontecerão na minha cabeça, e eu só vou perceber que este sistema atual de consciência é maquiado, que não estou realmente no controle, apenas sinto que estou. Porém acredito que talvez o que aconteça não sejam revoluções, mas aprendizado, isto é... agora que o meu sistema consciente está no controle, basta ele ter informação e experiência para se tornar cada vez melhor e eficiente, os acertos de hoje serão os erros de amanhã, mas isso não indica uma falta de consciência, mas sim de informação e experiência.

       Só por poder contemplar tudo isso me sinto plenamente consciente, por contemplar minha consciência me sinto consciente. Mas não é só isso, minha consciência ainda está subjugada a outras influências, como desejos e etc... e destas influências nunca vou me libertar, e exatamente isso que faz de agir conscientemente um desafio constante, lidar com tudo isso.

       Então concluindo, quando ganhei a consciência, percebi que as fases são geradas por essas influências externas sobre a minha consciência. O modo como eu ajo varia enquanto o tempo passa conforme influências variam, então no final eu estou apenas reagindo, reagindo conscientemente, mas continua como um tipo de reação. O único ponto exclusivo é quando ações conscientes geram influencias sobre a consciência, então é a própria consciência influenciando a si mesma, sendo assim ela está agindo e não reagindo.

       Mas raro é o quando acontece esse ponto. A auto-disciplina é difícil e ineficiente, assim como decisões que mudem radicalmente o ambiente geralmente são avaliadas de forma inconsciência mas sob muitas influências externas e portanto no final tornam-se reações e não decisões, raramente há um livre-arbítrio não determinado, e se quiser radicalizar, o livre-arbítrio sequer existe, é tudo determinado.

       Mas prefiro acreditar que estou no controle, porque sinto estar, então ainda consigo acreditar nisso.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Problemas e Morte

      Meus problemas não são a existência de algo ruim, mas a ausência de algo bom. São portanto de uma natureza mais tolerável porém igualmente triste. Propago falsas esperanças a mim mesmo, pois se avaliarmos possibilidades não seria racional esperar algo dali.

      As vezes vejo todas essas pessoas a minha volta e a noção é que todas vão desaparecer um dia, mas apenas porque eu vou deixar de existir, vou sair deste lugar e nada sei se vou a lugar algum, provavelmente não, é ridículo querer ter fé. Mas o pior é imaginar que não vou poder sentir saudades, nem sequer me lembrar. É impossível, mesmo que digamos, eu vá para para outra dimensão, renasça ou então o clichê das crenças (céu e inferno), mesmo assim eu não poderia me lembrar, é fisicamente impossível, minhas lembranças estão no meu corpo e lá ficarão até se deteriorarem.

      Mas então parece que tenho medo de morrer. E constatar a fragilidade inalienável do ser apenas piora a situação. Vejo e só vejo oportunidades para tal, sendo que se me preocupasse em demasia com certeza desenvolveria paranóia ou esquizofrenia. Mas o medo não se deve ao fato de que perderei tudo, mas de que não ganhei nada na verdade, ao menos ainda.

      Porque é muito mais fácil querer deixar a vida, não digo como suicídio mas apenas não temer a morte, quando se está feliz e realizado. A tristeza e insatisfação apenas causam um sentimento de derrota que seria concluído totalmente com a morte e que talvez seja revertido ao longo da vida. E portanto aí entra a questão do suicídio, se for percebido que o estado de tristeza e derrota é perpétuo em vida, a única forma de acabar com esse estado seria pela morte, mas isso é o auge da desesperança, raramente é alcançado realmente, normalmente é apenas uma impressão.

      Voltando... A ausência de coisas realmente ruins na vida criam uma lacuna, que pode ser preenchia hora pela ausência de coisas boas, hora por um vazio de controle mental. Esse estado inerte possibilita o controle de certa forma dos problemas, banalizando as tristezas e felicidades já que não há um comparativo de maior amplitude e ninguém guia a intensidade dos sentimentos e sensações por medidas absolutas. Mas é incrível essa necessidade do ser-humano por ter problemas, eles sempre vão existir, apenas porque alguns tem problemas mais simples, inventados e fúteis do que outros.

      Ah onicronia, dedico um parágrafo novamente a ti. Sinto falta da onicronia boa, aquela que diz que tudo ficará bem para sempre e que tudo de bom sempre restará. De fato a onicronia é a causa para a falta de temor da morte, levando a imprudência ou suicídio, sendo a onicronia benevolente e a maléfica responsáveis respectivamente. Mas basear decisões vitais e fatais por uma simples ilusão sentimental é irracional, tão irracional quanto acreditar nela.

      Somos guiados por ilusões e nos perdemos em desilusões que muitas vezes não passam de ilusões ruins, nunca veremos a realidade inerte e completa, por isso sempre acentuamos a pouca informação que temos, seja para melhor, seja para pior.

      Desejar a morte é ruim, temê-la é pior ainda. É melhor não pensar nisso, eu nunca realmente penso, só as vezes raramente, quando não tenho nada para fazer e penso que poderia estar fazendo algo, pois ainda estou vivo.

sábado, 16 de julho de 2011

Cada um dos por quês

      Tudo, tudo que fazemos precisa mesmo de uma justificativa para as outras pessoas? Não é questão mesmo de ser socialmente aceitável, mas as vezes nós mesmos nos perguntamos, por quê? Aonde eu quero chegar com tudo isso, para quê isso ou aquilo? E a verdade é que sempre consiguiremos justificar até certo ponto, nunca até o final, porque o final não existe. Sempre entraremos em contradição, em um círculo vicioso, ou pior, no nada.

      Por que não há ponto final nas justificativas... Elas sempre precisarão de mais ainda, e mais, e mais. E os por quês se completam com outros e outros, até que não resta mais nenhum, chega uma hora que a gente se pergunta pra quê... e aí não há como responder, ou você já respondeu aquilo, ou você se contradiz.

      Pegue coisas banais, pegue coisas grandiosas, todas tem justificativas, algumas conseguem se manter justificando por bastante tempo e por isso pareceram mais dignas, melhores, mais importantes, mas no final do final elas acabam da mesma forma.

      Então por quê afinal? Não sei, pare de me perguntar, tenho que parar também.

"Just go on"

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Finitude no Infinito

       Nosso universo, com o pouco conhecimento que temos, pode ser muitas coisas. Pode ser finito, infinito, um em muitos (multiverso), o único, ilusão, estado, etc. Então, antes, quando pensávamos em nosso lugar nisso tudo, podíamos ver como somos pequenos em relação a isso tudo, todas essas distâncias quase incomensuráveis e difíceis de imaginar. Mas agora e se o universo for infinito? E se este universo for apenas um dentre muitos igualmente complexos e únicos? Como podemos comparar nossa finitude com o infinito espacial? Na verdade, não há como comparar, são elementos de grandezas diferentes, mas ouso a dizer que comparar algo infinito à algo finito (não importa o tamanho) é o mesmo que reduzir este algo finito ao nada. Sou nada.

       Mas sabe de algo, isso não importa nada, isso não muda nada, é apenas um pensamento inconsequente de algo que não devemos ligar, pra quê se distanciar tanto da realidade ao adentrar totalmente dentro dela? Porque quanto mais começamos a ver e analisar a realidade, mais nos distanciamos dela, pois a realidade não é aquilo que é, mas sim aquilo que podemos sentir, e apesar de ser muito pouco em relação ao que ela realmente é, só assim temos alguma chance de vivência plena e feliz. O que importa é o que vou fazer agora, e o que vou fazer depois. Mas o que isso influencia? Bom, mostra como nosso agir não deve ser tão presunçoso e arrogante, como nós somos nada e achamos ser tudo, e como nós deveríamos nos importar mais com nossos iguais, os nadas que significam tudo.

Memórias Aduladoras

       Ficou bem evidente agora, pois antes se tratava de uma hipótese vaga. Eu acho que a transferência presente-passado ou momento-memória se faz de forma que os fatos são intensificados, ao menos comigo as vezes é assim. Se uma tarde chata tem bons momentos, lembrarei como uma tarde boa. Se um dia foi agradável mas algo me incomodou nele, será lembrada como uma tarde desagradável. E os personagens destas manhãs, tardes e noites também são amplificados, como pessoas que causam boas risadas, momentos agradáveis e legais mas que as vezes incomodam, pode ser que eu me lembre delas de um modo ruim, e então das pessoas em que há muito silêncio desagradável (porém um silêncio entre amigos é bem agradável as vezes) ou piadas sem graça, mas algo traz um pouco de felicidade em sua presença, será lembrada como algo bom.

       Então é isso, tendemos a esquecer as coisas boas e lembrar mais das coisas ruins ou o contrário, comigo acontece mais o contrário, eu lembro das pessoas e de tardes melhores do que realmente são, por que afinal enquanto no presente eu pensei em como aquilo estava monótono e normal, até que depois de alguns dias eu via aquele tempo como algo bom e especial, o que me fazia querer passar por aquilo novamente e então me decepcionar no presente e voltar a ficar grato por aquilo, essas memórias me manipulam um pouco ao adular certas pessoas e tempos para mim e estou começando a deixar de acreditar nelas. Mas a verdade é que eu queria sair com alguém que eu gostasse e realmente durante isso eu não me decepcionasse, como se tivesse esquecido das manias e coisas ruins que faz, porque afinal todos temos isso, o problema é que minhas memórias preferem não lembrar disso, mas deveriam.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Ocupando

      Acho que esse é o resumo afinal. Perceber que por detrás de todos os desejos insanos de uma mente cética e inquieta em busca de respostas as quais nunca irá satisfazer-se, não completamente, pois mesmo que por pouco tempo um vazio nunca se preenche. E então ocupando-se, seja de coisas grandiosas, seja de coisas banais, você vai passando, vai experimentando, ou seja, vai vivendo. Não é nada demais, não há o que esperar, só há o que querer... E mesmo que pelo otimismo, pessimismo, maniqueísmo ou nas piores formas do niilismo você só pode ver as coisas, o presente e o futuro e o que queria que eles fossem em conjunto com o que espera deles em conjunto com o que eles podem ser.

      Somos seres racionais em um mundo irracional sem sentidos e propósitos. E vamos tentar, como parte de nossa essência, buscar raciocinar sob toda essa irracionalidade tentando, inutilmente, ver algum sentido, propósito e razão. E por mais que nossos semelhantes proeminentes consigam uma vertente lógica e irrefutável, ela simplesmente nunca completará tudo, pois não é possível.

      É querer colocar muita fé em um assunto importante e pelas bases da fé que há, os fatos deixam de ser fatos e a fé passa a ser uma escolha de acreditar nisso ou naquilo independente do que realmente é, e a partir daí fica difícil tomá-la como forma de verdade se a essência dela é justamente a ausência de uma verdade.

      Por isso resumo tudo isso a se ocupar, com ações, projetos, consumos, criações, sentimentos, experiências, etc... E achar a melhor forma de que no processo dessas ocupações sejamos o mais felizes possíveis e tenhamos bons momentos, momentos felizes e cheios de paz. Deve-se procurar entre essas ocupações, aquelas que satisfaçam nossa existência, e é em suma isso que eu busco no momento, e talvez leve muito tempo e provavelmente levará muito tempo.

      Devemos estar preparados para todas as certezas incertas que o amor nos dá.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Proposital

      Nada tem um propósito, pois ligamos uma cadeia de propósitos a ponto de que ela se encerra abruptamente e assim perde todo o sentido. Alegamos propósitos com outros propósitos que estão ligados a outros, e etc... até que chega uma hora que não há propósitos e assim todos os propósitos subsequentes perdem o propósito. Propósitos só existem a curto-prazo e motivados por outro propósito, mas no final não há nenhum independente/auto-suficiente ou de longo-prazo. Uma hora os porquês superam as respostas sensatas.

      Somos livres para criar nossos propósitos, mesmo que eles sejam no final vazios... pode-se até tentar criar algum propósito maior, imaginário, e colocar fé nele, de que ele é verdadeiro, talvez seja, você sente que é... mas não é a mesma coisa. Mesmo assim não precisamos realmente de propósitos, só precisamos de momentos.

Relação Platônica

       Não ser correspondido parcialmente ou totalmente, é a maioria dos casos, em diversos níveis. Desde aqueles de amizade e amor, até aquelas intensidades diferentes de amor, ou então ódio e amizade. É triste saber que seu Oi não agrada tanto quanto o Oi daquela pessoa, ou que seu andar não é nada especial para a pessoa cujo andar beira um balé. Mas o que há de se fazer, se nossas impressões nos fazem ver uma pessoa de certa maneira, enquanto ela nos vê de outra, até porque é impossível duas impressões serem idênticas, não há como compartilhar sentimentos, essa é a verdade. Por mais que se acredite em solidariedade sentimental existente na intimidade de duas pessoas, essas pessoas são duas e isso impede elas de sentirem a mesma coisa.

       Mas querendo ou não, quando há uma corresposta, quando acreditamos e temos a impressão de que a pessoa realmente sente o mesmo por você, é por mais algo bom. É falso, mas é uma impressão, e a impressão que nos provê interpretação. E querendo ou não acreditamos no que interpretamos, logo se a interpretação é fruto de impressões falsas, nossa verdade é falsa, mas é uma verdade em que acreditamos, e desde o momento em que passamos a acreditar que duas pessoas tem a mesma alma, elas tem a mesma alma. E que permaneça assim até o fim.

       Porém nem isso se tem, quando não há corresposta, só podemos lamentar o fato das duas almas estarem tão distantes e não conciliarem suas diferenças, passam longes de semelhantes e mesmo que queiram se nivelar por cima ou por baixo, não há como, é uma relação platônica.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Espontaneidade, Birras e Namoros

       Impressiona-me como o Dia dos Namorados é levado a sério, mesmo em tom de brincadeira, ele sempre é lembrado e influente. Não é só uma questão de que no final isso é um tormento para pessoas, que como eu, não tem namorada ou namorado. É também uma questão que demonstra em seu grau máximo a falta de espontaneidade das pessoas comuns, e a mania por datas! Essa mania por datas que impregna a nossa sociedade e cultura, é data para tudo, por que simplesmente não podemos ser mais espontâneos? "Ah mas é pra lembrar!" Claro que não, se você se esquece é porque não era pra lembrar, o certo era deixar a cargo das pessoas, o dia dos namorados, das mães, dos pais, dos amigos, das mulheres e etc... Quem puder lembrar e quiser lembrar comemorará do jeito que quiser no dia que quiser, sem ter que seguir estereótipos ou se aborrecer com algo que não quer ou pode fazer.

       Digam-me se os órfãos ficam felizes nos dias dos pais, ou se os "solteiros sozinhos" ficam felizes no dia dos namorados, pelo contrário, digo que ficam tristes. Como disse, as pessoas que comemorem, presenteiem e agradem quem, quando e se quiserem. Porque devemos forçar essa hipocrisia? Além dos óbvios fatores comerciais que apenas me irritam mais ainda, sempre devemos lembrar que a verdade é que quase ninguém faz algo realmente especial para outra pessoa fora do dia desta pessoa (Mãe, Pai, Amigo, Namorados, Crianças, Mulheres).

       Além disso como vocês (que comemoram estas datas idiotas, forçadas e comerciais) se sentem ao serem tão normais, tão comuns e tão iguais? Fazer a mesma coisa, mesmo que de formas criativas, no mesmo dia que TODOS os outros, não é meio... chato? E além disso, o fator surpresa não é legal? Agradar alguém quando menos se espera. Fazer um dia das mães no dia 17 de Junho, ou dia dos namorados em 9 de Abril.

       Eles até fazem eu me sentir mal, pois se viesse a ter uma namorada (podem rir) eu provavelmente seria forçado a participar disso, mas eu não quero! Será que faz parte desta incrível experiência (na verdade eu nem sei se é incrível, só parece) participar disso??? Acho que não.

       Por isso se eu tiver uma namorada um dia, vou ser diferente e não vou comemorar o dia dos namorados, na verdade comemorarei vários dias dos namorados e nenhum deles será em 12 de Junho, e se alguém reclamar, incluindo ela... é só ler este texto.


Feliz dos Namorados à quem tem um namorado (a)
 e gosta de participar deste movimento imbecil, comercial, idiota, hipócrita e forçado
Desejo de coração <3

quarta-feira, 8 de junho de 2011

As Ondas da Praia

Trecho de uma conversa que tive, foi até postada em outro blog (eu estava lendo e decidi postar esta parte aqui).



       Se você ver, a vida é uma praia e as ondas são os momentos. Eles vêm e vão, às vezes são bons, bonitos, interessantes, feios, pequenos e estranhos. Eles nunca param de vir e quando eles vem, tem que ir. Às vezes eles duram pouco, às vezes eles duram mais. Às vezes um leva ao outro e às vezes um acaba com o outro. Mas o importante é que sempre são passageiros...

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Mundo das Almas

       Ah hoje mesmo estava imaginando se o mundo visível fosse constituído de áureas, de almas... e que só de olhar já pudesse saber de certa forma como a pessoa é. Não seria esta baboseira de ver o físico, mas ver dentro, a personalidade e as virtudes, defeitos e sentimentos. Porque este mundo visível atrapalha bastante, ele é bonito sim, mas as áureas são bem mais bonitas do que qualquer coisa que se possa ver.

       Imagine estar caminhando numa multidão e ver um objeto reluzente, talvez a pessoa mais legal e boa que há no mundo, e, só de olhar para ela, você saberá disso; não importando como ela é, se é gorda ou magra, feia ou bonita. Mas não... não é assim que funciona, todos nós temos que descobrir e revelar a áurea nas pessoas, não é algo de bater o olho e já saber, é um processo longo e suscetível a erros, a maior parte dele é constituído de erros.

       Quantas vezes talvez eu já cruzei a pessoa mais legal, mais inteligente, mais bondosa, mais doce do mundo??? Será que eu conheço alguém assim mas ainda não me dei conta? É algo que só eu posso descobrir.

       E não é só porque eu sou inferior no mundo físico (também provavelmente seria neste outro), mas é principalmente porque não é isso que eu procuro, e esse mundo físico dificulta o que eu procuro, mas eu continuo procurando, ou talvez não.

domingo, 5 de junho de 2011

Cansado

       Realmente acho que essa é a melhor definição agora. Estou cansado disso tudo, de ir pra aula todo dia, de ter provas toda hora, de ter que respirar, de ter que falar com pessoas, de ter que pensar antes de concordar ou discordar, de ter que dormir, de ter que pegar no sono, de acordar, de tomar banho, de comer, e de sentir, sentir sono, sentir fome, sentir frio, sentir calor, sentir desprezo, sentir apreço, e agora sentir cansaço.

       Pois é, como tem gente que consegue fazer isso por 60 anos??? É bastante né... Enjoa, enjoa muito. Me sinto enjoado, enjoado por ter comido demais e ainda algo ruim, me sinto cheio, cheio de nada. E eu vejo pessoas que foram para o espaço, que mudaram as coisas, ou mesmo que não fizeram nada e foram felizes... não chega a ser inveja, é mais admiração.

       E mesmo com todo esse cansaço e enjoo, vejo que talvez eu ainda faça algo um dia que venha a ser importante, ou pelo menos me deixe feliz. Não posso resumir tudo ao consumo, filmes, músicas e livros. Eu tinha que criar algo, mas porquê? Só sei que consumir sempre deixa algo faltando, mas esse não é o ponto... consumir é confortável, mas estou cansado de consumir, então vou criar? Mas não consigo, não tenho habilidade, não tenho dom nenhum, não sou tão criativo assim, me sinto até pragmático e idiota, já me falaram isso várias vezes.

       Mas é, talvez algum dia eu consiga um pouco de descanso e saia deste cansaço... É muito mais simples aliás. Eu me sinto ofendendo todos aqueles que realmente tem motivos para estarem tristes, depressivos, descontentes, cansados, enjoados de tudo isso. Me sinto como se fosse um poser. Eu não tenho nenhum motivo para estar assim a não ser aqueles que eu crio. Mas é simples, ao menos é simples de resolver, ainda há como resolver, e eu boto fé que serão resolvidos.

Quando alguém sai

        Para sair precisa entrar... Então bom, várias pessoas entram na minha vida, a maioria sai rapidamente, a maioria não faz falta. Algumas conseguem ter um papel importante e mudam várias coisas na vida, outras simplesmente servem de sustentação e base para as ações, professores, colegas e etc. Então, algumas ajudam para caramba mas passam muito rápido, mais do que deveriam na verdade.

        Tenho medo que algumas pessoas saiam, tenho medo de não poder contar com elas ou simplesmente não ter mais elas ao alcance, muito medo. Porque minha vida é quase toda baseada em pessoas, baseada nas pessoas que eu conheço, é com elas que eu faço as coisas, é com elas que eu fico feliz.

Oh Kids!

      Ah desculpe sou uma criança, não há nada de errado nisso... O mundo seria melhor se existissem apenas crianças. Não sou uma criança completa, mas tento manter o lado bom delas... O otimismo, a ingenuidade, felicidade, espontaneidade, curiosidade, exaltação e tudo mais. Mesclando isso com as responsabilidades e os conhecimentos que tenho agora e que não tinha quando realmente era uma criança.

      Se você perde as características de criança, sinceramente, que triste. Ninguém deveria ser obrigado ou levado a perder isso, tê-las não deveria ser nenhum tipo de problema, deveria ser uma virtude.

      Por isso digo, lidar com a vida como uma criança, com seus amiguinhos e tal, é muito bom... alguns não conseguem mais, a vida fez com que não fosse possível, mas para outras (a maioria) é simplesmente uma escolha, eles escolhem se tornarem adultos porque querem, por dizem que precisam.

      E os adultos são em resumo, problemas... Se limitam a ter problemas e então resolvê-los, isso é muito chato! Aonde há espaço para se fazer algo de bom sem buscar recompensa, ou então simplesmente sentir-se bem sem motivo. Porque vocês adultos precisam de tantas razões, tantas explicações, tantas responsabilidades, e tanto dinheiro, porque vocês precisam de tudo isso, para ter uma felicidade baseada num jogo de pontos, na conta bancária, nas promoções no trabalho, etc... Porque vocês que tem uma família constituída não podem ser simplesmente bons pais e deixarem seus filhos felizes mesmo protegendo eles, porque não podem tirar um tempo para dedicar a eles? Muitos pais são bons, são ótimos e esses pais só o são porque eles ainda são meio crianças, por isso se dão tão bem com as crianças, são semelhantes.

Oh Kids!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Momento Específico do Sono e Tarde das Conversas

Algumas vezes já, pensamentos embaralhando por causa do sono, está tarde no relógio biológico e portanto talvez esteja também no relógio normal, mas não é certo, agora por exemplo ainda está relativamente cedo.

Por isso que legal, normalmente focado, por que não há muito mais energia nem capacidade para ser multi-ativo, assim fica melhor, assim uma coisa por vez, aproveitando ela de verdade. E sem pensar no futuro, no passado, ou no presente, apenas estar no presente, sem pensar nele, até porque o futuro é um sonho, nesse caso, literalmente... Raras vezes que é possível fazer isso, assim de forma tão natural e espontânea quanto nesse tipo de momento específico do sono, estando tarde, com algumas conversas.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

De fazer o bem, compreender...

        Você já me perguntou, já se perguntou... Por que você faz o bem? Por que as pessoas fazem o bem? Fazer o bem é chato, é difícil e ruim. Não sei o que está acontecendo, mas talvez você esteja encontrando tal resposta, ou então isto sirva para algo.

        Fico extremamente feliz com esta mudança progressiva, continue... Não é nada pessoal, é uma questão existencial, pessoas boas são legais, mesmo que ninguém reconheça, são, e ninguém pode dizer o contrário, pois estará mentindo. Uma pitada de auto-confiança e então faça o que seu coração mandar. Nenhum coração é arrogante, agressivo ou incompreensivo, ele é o contrário de tudo isso, o problema é quando o homem deixa que outras partes do seu corpo prevaleçam sobre o coração. De fato este é o grande problema da humanidade... A humanidade tem a ferramenta, o guia mais perfeito do universo, o coração. Seja como for, ele sendo uma parte do cérebro ou sei lá, chamemos de coração, a casa da alma, aonde a moral, ética e sentimentos resplandecem e crescem.

        No coração, que nunca será maduro o bastante para não acertar sempre, podemos encontrar tudo que precisamos para sermos felizes, para termos algo de digno nesta vida. Você sempre saberá o que é certo, não adianta se passar por ignorante, as pessoas fazem errado e sabem disso, elas sabem que são maus quando o são, ninguém é ingênuo a ponto de fazer o mau pensando que está fazendo o bem, a salvo alguns casos muito específicos. Portanto o que lhe faz diferenciar do comportamento do bem? É o conforto, a resistência que os benefícios de deixar de fazer o bem ou fazer o mal lhe trazem, simples assim, as pessoas vêm as coisas de como muito simplista, mas ver algo de modo simplista não o torna mais simples, e simplificar não é ser simplista, assim como ser simplista não é simplificar. Como num jogo de pontos, prazeres contra desavenças e desprazeres, sempre tente manter o placar a favor dos prazeres, nos dizem... Não é tão simples assim. Mas também não é muito mais complexo, é só uma visão errada mesmo.

        E de fazer o bem você encontra a paz, você não precisa ser premiado com um lugar no céu para fazê-lo, saiba que é o certo, que é por isso que deve-se fazê-lo. E a paz lhe inunda, como sentimento, como percepção e tudo fica azul, ou não, mas você fez o certo, isso importa. O certo é relativo demais para dizer de modo tão fixo, VOCÊ FEZ O CERTO. Mas com toda certeza você pode dizer que fez o certo quando se sentia, achava e pensava (nesta ordem) que aquilo era o certo. Se alguém lhe agradecer ou lhe engrandecer pelos seus atos bondosos, sinta-se bem, mas não torne isso como a razão para fazê-lo, você apenas estará ajustando seu placar para Elogios x Críticas, e placares não funcionam como dito antes.

        Se todos dizem que você não faz o "bom", que você é um idiota, um otário por ser diferente, diferente por fazer o certo, querendo ou não, quase ninguém o faz. Mas sempre lembre-se, isso não isenta ninguém de o fazer, e sempre estará lá... seu coração e sua consciência, lhe cobrando pelos seus atos ou então pior ainda, não cobrando pois foi reprimida, toda essa vida sem escutá-los, cansaram de falar e agora apenas magoados esperam pelo fim, que para eles já chegou. Não deixe que seu coração e sua consciência morram, eles só morrem com você, talvez esteja ferida por tudo que aprendeu, escutou e sabe, mas ela ainda está lá, cure-a e seja feliz.

        Aonde quero chegar com esse blah-blah-blah que chega a ser tão chato quanto fazer o bem?... Chega a ser quase religioso, hipócrita e idiota. Eu só quero dizer que você não precisa ser altruísta, ninguém precisa... um mundo só de altruístas seria um mundo pior do que um só de egoístas (como o nosso)... Seja neutro, faça o certo, fazer o certo é independente do seu ego, portanto seja você centrado no seu ego ou então totalmente alheio a ele (altruísta), o certo não se modifica, continua lá e ele as vezes até condiz com seus desejos egoístas assim como os altruístas, ou as vezes, com nenhum dos dois.

        E aqui talvez se encontre o problema para você... Ser mau, ser durão é style, é rocker, é interessante... Mas você não precisa nada disso na verdade, e tenha ciencia que talvez se arrependa, ou não, mas seu coração e sua consciência vai estar bem ciente do que você fez e eles não lhe darão nada, ficará frio, calculista e morto, desalmado.

        FAÇA O MÍNIMO! É um bom começo, ou final. Da maneira, você não precisa ser um grande doador, ou alguém focado na felicidade e bem-estar dos outros, isso é errado... Apenas seja compreensivo, não faça mal as pessoas apenas buscando benefício próprio, não faça mal a si mesmo apenas buscando benefício alheio, busque o equilíbrio, não faça mal a NINGUÉM, ajude quando puder e quiser, receba ajuda se lhe oferecerem e lhe for conveniente ou então não faça nada afinal. Mas entenda, e só de entender, você sentirá um alívio e talvez os impulsos arrogantes, egoístas e incompreensivos que nos compõe se calem, e o coração fale, comande e emane.

Paciência Sussa...

      Nossa que paciência que eu sinto! Que profunda, como se eu pudesse esperar por uma eternidade... Esperar por algo duvidoso e mesmo assim me sentir bem, viver dia por dia, sem apressar nada, mas sabendo que uma hora chega, NOSSA QUE LEGAL!

      E o tempo vai passando e isso é legal, mais legal ainda se você souber aproveitar, porque então você se sente bem, bem por saber o usar o tempo. É difícil usar o tempo, usar de forma benéfica, porque ele sempre vem e você tem que inventar ou fazer algo e esse algo tem que te satisfazer não só na hora, mas no futuro também, para não causar arrependimentos.

      Estou sussa com essa paciência, livre de qualquer possibilidade de decepção, com esse otimismo que eu sei usar de forma a ser bom e nunca ruim...

domingo, 29 de maio de 2011

Felicidade Solitária

        É estranho, é ruim até. Ficar feliz e não poder compartilhar no momento, a euforia tem que ficar conservada dentro de você. Na verdade esse é o ruim da solidão, ter que conservar os sentimentos dentro de você. Mesmo sentimentos bons devem ser compartilhados, imagine os ruins. Coitado daqueles que pelo costume já não se afetam mais, coitados... Acho que nunca vou poder ser um deles, não vou me acostumar... mas seria mais fácil.

Evolução Diária-Mensal

        O mês chega ao fim, que mês enorme. Quantas coisas pude fazer! Quantas coisas não pude fazer! E agora ele acaba, mas nada acabou na verdade, é só uma data. E agora, como será o próximo mês? Pra que prever algo se esse futuro é mais incerto do que o normal, mas eu prevejo boas coisas, ótimas.

        O que é estranho e interessante é poder ver a evolução, o que acontece ou acontecia cada dia dele, expressado aqui, por isso gosto tanto daqui. E assim é bom, saber o que estava acontecendo e o resultado as vezes de todo um processo.

        É, mas é, primeiro mês que eu realmente sinto terminar em minha vida toda.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Sonho Adolescente Rebelde à Venda

Inauguro o primeiro texto muito podre (acima do normal) e chulo do blog. Se você não quer perder tempo, pule para o próximo

        Toda hora querem me vender isso. A TV, meus amigos, minhas amigas, sociedade em geral, até eu mesmo quero me vender isso as vezes, é tentador, é.

Descrição do produto:

        PRA QUE ESCOLA!?!

        Nossa, afinal é realmente difícil de entender... com tantas coisas boas para se fazer, tantas festas, bebidas, cigarros e tudo mais. Pra que isso? Ah mas já me acostumei, sei que vou entender e vai ser útil mais tarde. Por agora é só uma responsabilidade idiota que me obrigam a praticar, e ainda tenho que ir bem, estudar e assim manter algum nível de paz para poder fazer o que quero, pois afinal é tudo uma questão de controle. Sou controlado, digo isso mesmo sendo livre para fazer muita coisa, pois no final devo contas pra pessoas (pais), elas querem me proteger de mim mesmo, que ironia. E no final esses joguetes, seja em casa, na escola... para obter popularidade e ser alguém com "moral", é apenas para resumir seus amigos em acessórios e a garotas que pego em objetos, uso ambos em benefício próprio, mas bom.. os amigos são mais importantes, são mais estáveis e duráveis, eles prestam mais.

        As vezes esses ataques, seja por hormônios ou sei lá o que, afinal eu nunca vi esses tal de "hormônios", eu sou assim porque quero e pronto, vocês que se fodam com seus argumentos hipócritas e arrogantes, como se soubessem algo a mais ou realmente tivessem o que me ensinar, fodam-se todos e os problemas que vocês criam para cima de mim, sai fora. Eu só quero ser feliz nesse mundo fechado e simplificado, é bem simples... daria até para equacionar se eu fosse bom em matemática.

        Falando em matemática... eu tinha uma prova amanhã, mas quer saber, vou sair pra beber, flw.

        Custo: Opinião Própria e o Tempo da Melhor Época da Vida

        Decisão:

        Pra que desperdiçar a minha opinião, os meus pensamentos, e principalmente tempo, tempo precioso... porque querendo ou não essa é a melhor época da vida, desculpe a mim mesmo daqui a 10 anos, mas você está fodido, pois o eu de agora está vivendo realmente a melhor época, não importa o quão feliz você (eu) esteja aí no futuro, agora é a melhor época, afinal que época tem os seguintes fatores?

        Inexperiência, liberdade, curiosidade, tempo-livre, descobertas, personalidade mutante!

        Pois é, isso vai durar ainda... vários anos.

        Mas pqp eu tenho 16 anos já, na verdade vou ter já já. Que merda hein! DEMOROU muito, demorou pra acordar, e só acordo cada vez mais, é como se eu estivesse acordando dentro de sonhos e quando será que finalmente vou acordar de verdade? Será que só estou vivendo outro sonho agora? E o que tenho comigo, não tenho quase nada, não fiz quase nada até agora, nada que acrescente algo de bom para o presente, fui bem na escola até agora, parabéns pra mim... trocava isso por algumas habilidades e experiências, mas ok, ficar querendo mudar o passado é besteira, perda de tempo.

        Focando agora, como posso arranjar isso, não quero comprar esse sonho adolescente rebelde, ele parece tão vazio e esdrúxulo, como a maioria das pessoas consegue viver ele ou adaptações dele??? Tenho inveja destas pessoas, é tão estranho... eu tenho inveja de coisas que não consigo fazer porque não gosto ou não concordo, mas tudo isso é porque na verdade e no final eu queria gostar e queria concordar, mas simplesmente não o faço, não é escolha minha.

        Sonho = modo de vida ideal a perseguir. Este sonho simplifica tanto, diminuí tanto o mundo, diminuí tudo. Não que eu não goste de diminuir e simplificar, mas o problema é o que isso contém além de nada? Eu prefiro diminuir e simplificar o mundo colocando apenas o que gosto realmente. Mas seria hipocrisia comprar esse mundo pronto, as soluções e problemas prontos, os anseios e receios prontos... e no final não querer nada disso, duvidar e mudar... como todo mundo faz no final, mas depois que esta fase passa e ela sempre passa.

        Ó que texto podre, só eu realmente sentirei prazer em ler tais linhas, por que será posto isso num blog afinal, acho que sou o único leitor assíduo do blog, ou melhor, o único LEITOR do blog. Não quero desmerecer aqueles que também lêem, mas vocês mesmos sabem que estes textos, poesias e frases são só palavras misturadas, a real é que só eu recebo o benefício do blog.

        EU NÃO FIZ NADA ATÉ AGORA!!! O que eu tenho de bom? Não em material, digo em feitos, em habilidades, tudo que eu fiz só deixa feliz aos meus pais, que merda. Vamos mudar isso, fazer algo que deixe feliz a mim, a outras pessoas... ter habilidades que sirvam para deixar feliz a mim, a outras pessoas... outras pessoas, vulgo pessoas que eu gosto.

        Não que este sonho seja ruim, talvez aproveitar a vida dessa forma fútil, vulgar e ordinária seja bom, mas como disse... não consigo, é idiota. Concordo com algumas coisas, somos rebeldes, não tem como não ser. Somos anarquistas, queremos ser anarquistas, queremos que o anarquismo reine, queremos reinar. Entorpecer parece legal, as pessoas se entorpecem, mas tá...

        Tempo passa, e passa mesmo... mas passa sempre na mesma velocidade, como um relógio (hahaha que engraçado -.- ), só o que muda é a percepção e ela raramente ajuda! E agora fico eu aqui, usando ele apenas para aliviar as dúvidas e tensões, sem resolvê-las afinal. Como posso resolvê-las? Rá, adotando um modo de vida definido, aonde eu saiba o que fazer e não simplesmente atire para todo lado sem saber o alvo, só estou gastando minha munição, munição que é finita e agora é realmente a melhor munição que vou ter em toda a minha carreira de atirador, por isso eu devia usá-la com mais sabedoria, mas lembrando bem... estou na época da ausência da sabedoria, do nascimento da razão, aonde sou um ser pseudo-racional, porque olhe bem, do que adianta poder raciocinar se não tenho dados suficientes para obter opiniões racionais e agir racionalmente. Resume-se a impulsos, instintos e coisas idiotas. Resume-se. E depois acaba e passa, e sempre um dia as pessoas param e falam que poderia ter sido diferente, se não fossem tão idiotas. Sorte de quem nunca o faz, e que da adolescência só leva boas lembranças ou então compreende os atos e percebe que é assim mesmo e fica feliz por ter sido assim

        Inveja, quero ser assim, ainda posso ser assim.

        Decisão Final: Vai vender esse sonho para outro otário.